Política

Segundo bloco esquenta debate e candidatos não poupam ataques

Candidatos atacaram passado político e famílias

Evelin Cáceres Publicado em 17/09/2016, às 02h19

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Candidatos atacaram passado político e famílias

No segundo bloco do debate do Jornal Midiamax transmitido nesta sexta-feira (16), os candidatos fizeram as perguntas que escolheram a candidatos sorteados. Coronel David (PSC) sorteou Elizeu Amarilha (PSDC) destacando os números divulgados pelo IDEB e quis saber as propostas do adversário para a educação.

Para Elizeu, é preciso destinar constitucionalmente a verba de 12 a 17% aos seus objetivos fundamentais. Ele criticou a iniciativa da gestão estadual de impetrar uma ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) não reconhecendo “a conquista maior que foi o salário do professor”. David replicou que vai valorizar os professores e servidores, “protagonistas da mudança”. “Pais e crianças que sofreram com a demora da entrega kits escolares, material e uniforme. É necessário ampliar o funcionamento escolas de tempo integral. Mais alunos nos estabelecimentos de ensino”.

O tema mobilidade urbana foi sorteado e o candidato Aroldo Figueiró (PTN) perguntou ao adversário  engenheiro Marcelo Bluma (PV) qual sua proposta para a área. “Campo Grande paga pela falta de planejamento, é importante dizer que a última inovação foi há muito tempo, de lá para cá somente os terminais foram ampliados. Hoje somente 0,14% do orçamento do Executivo é destina ao transporte público”, disse. O postulante do PV destacou que vai recuperar a capacidade de planejamento da cidade.

Figueiró, por sua vez, apontou que vai focar na modernização no centro  da Capital, pois, segundo ele, é inconcebível que avenidas e ruas ainda fiquem cheias com ônibus circulando em horários distribuídos de forma errada. Ele completa dizendo que vai instalar ônibus noturnos para o trabalhador.

Marcelo Bluma (PV) fez perguntas sobre habitação ao candidato Athayde Nery (PPS), em relação a EMHA (Agência Municipal de Habitação), quando somente “sortudos e não azarados” têm direito à moradia na Capital.

Athayde concordou que esta é uma realidade inaceitável. “Gente com 15 anos na fila fica sem casa e mais recentes acabam recebendo por certo direcionamento. Não podemos fazer aglomerados humanos, temos que aproveitar estudos da Universidade Federal que constatou 35% de vazio no centro e não jogá-los sem nenhuma estrutura, inaugurando aquilo de desrespeito total a cidadania possam ter escola, posto de saúde, praça, lazer, esporte e cultura”.

Marcelo destacou que acabará com o sorteio, fazer por ordem de inscrição e destinar mais recursos para. “Atualmente é um recurso vergonhoso, não há responsabilidade para a habitação em campo grande, vazios urbanos enfrentado pela lei do IPTU progressivo. Temos que acabar com a especulação de terrenos”. Para Athayde, é preciso usar o que há de mais moderno na ocupação. Não só moradia para pessoas ficarem encaixotadas, vamos aproveitar energia solar, reutilização de água de chuva”.

O ex-secretário estadual de Cultura, Athayde Nery (PPS) sorteou o tema transparência e escolheu Adalton Garcia (PRTB) para responder sobre as Operações Coffee Break, Lama Asfáltica e Lava Jato que, segundo ele, são péssimos exemplos para a população que já está desiludida.

O candidato do PRTB opinou que o processo democrático é que garante aos que são eleitores legislarem em interesse próprio. “Para mim gestão transparente é sem apadrinhados. Gestores que valorizam o funcionalismo público e não apenas um portal.

Athayde, por sua vez, avaliou que a transparência será garantida, caso vença a eleição,m com a participação popular na administração. Adalton voltou a dizer que a fiscalização também depende dos 29 vereadores que, para ele, “não dão um hoje em dia”.

Adalton Garcia (PRTB) perguntou para Marquinhos Trad (PSD) sobre empregos, que destacou a crise nacional “O Estado se encontra em grande dificuldade e a cidade, um verdadeiro caos. Sem compreensão e paz não conseguiremos avançar. Nós vamos reagir, fortalecer os conselhos municipais, fazer a multiplicação de empregos e criar programas de incentivo aos produtores rurais, fortalecendo incubadoras com artesanato, confecção, empresas trazidas com incentivos fiscais e incrementar o jovem aprendiz. E aí vamos superar a crise com determinação”.

Adalton replicou que compreende a proposta, mas acredita que não se pode fazer administração como em Três Lagoas, “dando essas isenções e depois as empresas vão embora.  Não podemos ser também o governo do imposto, temos que ter a grandeza para gerar emprego e renda no comércio”.

Marquinhos Trad disse ser notória a instabilidade, mas afirmou ter convicção de superar todas as dificuldades. “Temos gente honrada e competente e temos classe de empresariado inteligente. Vamos fazer a grande virada, criar com força e esperança os mais pobres e essa será a minha luta à frente da Prefeitura de Campo Grande”.

Quando foi a vez do deputado estadual Marquinhos Trad (PSD) perguntar ao vereador Marcos Alex (PT) sobre saúde, com números da atual gestão em  relação às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, o clima esquentou.

Em resposta o petista disse que a raiz do problema vem das gestões das quais Marquinhos fez parte quando era do PMDB, inclusive quando seu irmão, Nelsinho Trad (PTB), administrou a cidade. “Não adianta negar. Temos que esclarecer o passado.  Esclarecer de onde vem essa situação. Esse discurso fácil de resolver agora e posar de bom moço não funciona”.

O parlamentar do PSD também partiu para o ataque. “É triste principalmente aos que pregam política com ética e sem ataques. O senhor envergonha sua biografia, envergonha a esquerda. Se vende, para conseguir horário eleitoral, aos partidos que ainda estão com o sangue de Dilma nas mãos”. Alex voltou a atacar usando as gestões passadas e acrescentou o nome do primo de Marquinhos, Luiz Henrique Mandetta (DEM), que foi secretário de saúde na gestão de Nelsinho.

Alex do PT perguntou a Rose Modesto sobre quais seriam as principais propostas para Campo Grande sair das piores posições no ranking dos portais que revelam dados públicos. Rose afirmou que o governo de MS mudou o portal da última para a quinta posição em um ano e meio de mandato. “Vamos tirar também a Capital e buscar ser a primeira em transparência, que é o que garante que o dinheiro da educação chegue à educação, o da saúde , da mobilidade chegar onde precisa. É o que garante o bem estar das pessoas e acima de tudo o direito do cidadão. Não dá para ficar fazendo vitimização o tempo inteiro e não mostrar de fato o quem tem acontecido de falta de credibilidade. É o compromisso de um governo que trabalha com seriedade e não tem medo de ser transparente”.

Alex disse que se fala muito em não se apresentam propostas. “Vamos montar e estruturar a controladoria e instalar ouvidorias nas secretarias, fazer o portal funcional, não apenas na eleição, mas de forma concreta e séria. Não se estimula a participação da população em absolutamente nada, na merenda, na educação e isso vamos implantar”.

Rose afirmou que o Ministério Público Federal acompanhou e revelou “nosso interesse de forma transparente” e garantiu que não será diferente em Campo Grande.

O clima continuou quente quando a vice-governadora Rose Modesto (PSDB) perguntou ao prefeito Alcides Bernal (PP) sobre mobilidade urbana. O chefe do Executivo, claro, citou diretamente à cassação que sofreu em março de 2014 na qual a tucana, então vereadora, votou favorável.

“Tivemos muitas dificuldades justamente por conta da corrupção que ceifou o mandato popular. Cada vereador recebeu R$ 1 milhão e o desvio de recursos Campo Grande sabe quem são os autores”. Rose pediu que Bernal pare de se vitimizar e justificou que a cassação foi feita com base em relatórios de órgãos fiscalizadores e por cometimento de 9 crimes.

Bernal questionou Aroldo sobre qual seria sua proposta para diminuir a chegada de pacientes do interior, lotando os hospitais da Capital. O candidato respondeu que é preciso equipar a cidade com prédios, materiais , pessoas e remédios para que não se brinque com a população. “Não são atitudes isoladas que resolverão. A mãe vai ao posto com criança e espera por quatro horas e idosos oito horas. Cadê o Gisa? Cadê quem fiscalize isso?”, questionou.

Bernal afirmou que entrou com uma ação judicial para cobrar os prejuízos do Gisa, inaugurou e colocou em funcionamento três UPAs, duas UBSFs, fez o consulta única e fila zero, terceiro turno e a Santa Casa na enfrenta mais grandes problemas como antes, Aroldo rebateu que isso é utopia. “Temos que passar por reestruturação e colocar não só pessoas que façam discurso”.

Figueiró falou sobre habitação com Suel Ferranti (PSTU). O socialista disse que o plano é deixar de pagar dívida do Estado para viabilizar a moradia popular, tendo em vista que não cabe aos trabalhadores arcar com dívidas dos “burgueses”. O candidato do PTN assegurou que, se eleito, haverá critérios. “Quem vai decidir é o prefeito”, para evitar que pessoas fiquem na fila por anos e outras sejam contempladas várias vezes e vendam os imóveis.

Por fim, Suel perguntou a David sobre emprego, que afirmou que em um ano, Campo Grande registrou perda de 9 mil empregos, “graças a incompetência da gestão da Capital, que precisa do desenvolvimento e não temos secretário na secretaria de desenvolvimento econômico e isso compromete ações na área”.

Suél rebateu e disse ter planos de obras públicas 100% estatais conduzidas pelos trabalhadores, construindo habitações e gerando empregos. Coronel David discordou e disse ter competência para criar equipes e reestruturar conselho de desenvolvimento econômico, realizando parcerias com escolas e atraindo técnicos.

O debate do Jornal Midiamax do 1º turno das eleições municipais de 2016, que acontece nesta sexta-feira (16), reúne 11 candidatos a prefeito de Campo Grande, e é dividido em quatro blocos. O evento é transmitido em tempo real no Facebook, ao vivo no site do Midiamax, na TVE e ainda nas rádios Difusora Pantanal e Educativa FM 104.

Participam deste debate os candidatos que compareceram ou enviaram representantes ao chamamento para realização do evento. São eles, por ordem alfabética, Adalton Garcia (PRTB), Alcides Bernal (PP), Alex do PT, Aroldo Figueiró (PTN), Athayde Nery (PPS), Coronel David (PSC), Elizeu Amarilha (PSDC), Marcelo Bluma (PV), Marquinhos Trad (PSD), Rose Modesto (PSDB) e Suél Ferranti (PSTU). Ficaram de fora por não enviar representantes à reunião, Pedro Pedrossian Filho (PMB), Rosana Santos (PSOL), Flávio Arce (PCO) e Lauro Davi (PROS).

Jornal Midiamax