Política

Relator apresenta parecer à Comissão do Impeachment nessa quarta-feira

Ainda não foi confirmada posição de relatório

Joaquim Padilha Publicado em 06/04/2016, às 11h10

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Ainda não foi confirmada posição de relatório

O deputado Jovair Arantes (PTB-GO), relator do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, deve apresentar nesta quarta-feira (6) o parecer sobre a abertura ou não do processo de afastamento da presidenta comissão que avalia o caso. Até o momento, agências de notícias ainda não confirmaram se a posição do relatório será a favor ou contra o impeachment. Segundo o parlamentar, o documento tem entre 80 a 90 páginas, e conversas de bastidores alertam que será favorável a continuação do processo.

Depois de entregue a defesa de Dilma à comissão, na última segunda-feira (4), os parlamentares terão prazo de mais cinco sessões para votar o parecer, o que deve acontecer na segunda-feira (11). Os integrantes da comissão se reunirão às 11h, ainda hoje (6), para discutir detalhes da votação de segunda-feira e acertar os horários das próximas sessões, e começarão a sessão de abertura do relatório de Arantes às 14h.

O prazo de entrega do parecer foi antecipado pelo relator. A entrega do relatório poderia ser feita até cinco dias depois da apresentação da defesa, porém o parlamentar já havia informado que gostaria de entregar o documento entre quarta e quinta-feira. "Eu já tinha um trabalho bem adiantado em relação à denúncia. Foi apresentada ontem [segunda, 4] a defesa. Nós estamos trabalhando o dia todo e vamos continuar. Amanhã, até meio-dia terei o relatório pronto, para apresentar às 14h. Será um relatório consistente”, disse Arantes na tarde de terça-feira (5).

O deputado informou que se baseou nos documentos de denúncia e de defesa, que compõem respectivamente 6 mil páginas e 200 páginas. Segundo Arantes, se houver abertura do processo de impeachment, isso não será golpe, como afirma o Governo. "Golpe não é. A Constituição prevê [o impeachment], estamos fazendo exatamente como determina a Constituição, que é quem norteia todo o trabalho. Estamos seguindo o rito estabelecido pelo STF e o regimento interno da Casa. Não vejo por que ter nenhuma perspectiva de ter esse tipo de golpe", afirmou.

Jornal Midiamax