Política

Puccinelli e Bernal não fazem acordo em ação por calúnia e injúria

Ex-governador supostamente o chamou de ladrão

Jessica Benitez Publicado em 23/06/2016, às 20h37

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Ex-governador supostamente o chamou de ladrão

Ainda não foi dessa vez que o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), e o ex-governador do Estado, André Puccinelli (PMDB), fecharam acordo para dar fim à ação que o progressista move contra o peemedebista por calúnia e difamação. Agora ambos têm dez dias para se manifestar se voltam atrás ou se deixam o processo seguir à fase de oitiva das testemunhas.

A briga judicial ocorre porque durante evento em Dourados, em março de 2014, Puccinelli teria o chamado de ladrão. Bernal alega o cargo de governador foi usado em evento público para caluniá-lo.

“Ele disse que não falou nada daquilo, que foi distorção da imprensa, mas o vídeo está na internet e é claro que que ele cometeu crime contra honra. Ele estava em um ao institucional e fez afirmação grave, totalmente fora do contexto”, disse o prefeito ao Jornal Midiamax.

Puccinelli havia arrolado vereadores como testemunha, mas manteve somente os deputados federal Carlos Marun e estadual Junior Mochi, ambos do PMDB. Quanto a possibilidade de recuar, Bernal diz que agora irá até o fim. “Já não cabe mais desistir”.

Caso – Como à época Puccinelli era chefe do Executivo, Bernal apresentou queixa-crime por injúria e calúnia contra ele ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), onde o caso tramitou até o começo de 2015.

O mandato do peemedebista terminou sem análise da ação, ele perdeu prerrogativa de foro privilegiado e ela foi remetida à Justiça em Campo Grande que, por sua vez, entendeu se tratar de questão a ser julgada pelo Juizado Especial Criminal. Esta instância judicial é o antigo ‘pequenas causas’. É destinada a infrações penais de menor potencial ofensivo, aquelas com pena máxima não superior a dois anos. Confira o vídeo clicando aqui

Jornal Midiamax