Política

Processo que investiga prefeito do interior por suposto desvio está sob sigilo

Secretária gravou diálogo com o prefeito de Japorã

Celso Bejarano Publicado em 19/09/2016, às 13h45

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Secretária gravou diálogo com o prefeito de Japorã

A Justiça Eleitoral impôs sigilo na investigação acerca das gravações de áudios captados por meio de um telefone celular, em Japorã, que envolve um suposto esquema de desvio de recursos municipais que seriam usados em campanha eleitoral.

A denúncia recai sobre o prefeito da cidade, Vanderlei Bispo de Oliveira, do PTB, candidato à reeleição. A secretária de Assistência Social e Habitação da cidade, Andréia Pereira de Souza gravou conversas do prefeito e aliados em que ele diz que precisaria de R$ 40 mil.

Esse dinheiro seria arrecadado por meio de projetos sociais, como doação de materiais de construção e reforma de prédio municipal.

A secretária que gravou os diálogos afastou-se do cargo desde que repassou a denúncia para a coligação contrária a de Bispo Oliveira. Ela apresentou um atestado médico, já vencido e não retornou mais, segundo o prefeito.

Vanderlei Bispo contestou a denúncia e disse que foi “vítima de uma chantagem política”. Aliados do candidato adversário Rudiney Freire Marinho, do PDT, segundo o prefeito, quiseram forçá-lo a desistir da candidatura.

De acordo com o candidato à reeleição, antes de denunciado o caso à Justiça Eleitoral, pessoas ligadas a Rudney disseram que “tinham uma bomba” contra ele e seria melhor desistir da reeleição.

Bispo afirmou que não concordou com o que chamou de chantagem e resolveu registrar a candidatura mesmo sabendo da denúncia.

A Justiça Eleitoral determinou o segredo judicial por solicitação da aliança política conduzida pelo prefeito.

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