Política

Prisão preventiva de Giroto e Amorim foi decretada depois de 5 tentativas

Suspeita é de envolvimento em esquema de corrupção

Midiamax Publicado em 14/05/2016, às 19h33

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Suspeita é de envolvimento em esquema de corrupção

A justiça de Mato Grosso do Sul determinou a prisão preventiva do empreiteiro João Alberto Krampe Amorim dos Santos e do ex-secretário de obras e ex-deputado federal, Edson Giroto (PMDB). A Operação Lama Asfáltica, que teve a segunda fase deflagrada na terça-feira (10), cumpriu a prisão provisória de 15 pessoas. Amorim, que seria um dos ‘cabeças’ da organização criminosa, já teve três prisões provisórias cumpridas durante investigação de desvio de recursos públicos por meio de fraudes a licitações, contratos administrativos e superfaturamento em obras públicas. 

Prisão preventiva de Giroto e Amorim foi decretada depois de 5 tentativasA prisão provisória vencia neste sábado, mas oito dos 15 vão continuar presos e por tempo indeterminado, segundo advogados. São eles: Rachel Giroto, Ana Paula Amorim Dolzan, filha de João Amorim, Flavio Henrique Garcia, empresário do interior de São Paulo, Elza Cristina Araújo, secretária e sócia de Amorim, o ex-diretor da Agesul, Wilson Roberto Mariano de Oliveira e a filha dele Mariane Mariano de Oliveira. 

Amorim, dono da Proteco Construções, já teve ao menos cinco tentativas de prisão preventiva. Somente em 2015, a empresa dele tinha 11 contratos firmados com a Proteco Engenharia, num total de R$ 61.234.580,31, de acordo com o Portal Transparência.

Balanço das prisões

Em julho do ano passado, quando a Operação Lama Asfáltica veio à tona, o MPE-MS (Ministério Público Estadual em Mato Grosso do Sul) tinha aberto inquérito para apurar as irregularidades. Amorim foi denunciado por supostamente comandar um esquema de direcionamento de licitações no Estado, em favorecimento a um grupo de empreiteiras comandadas por ele. 

No dia 9 daquele mês foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e quatro ordens de afastamentos de servidores estaduais. A lista incluía André Puccinelli (PMDB), Giroto, Maria Wilma Casanova, adjunta na secretaria de Obras, Hélio Yudi, fiscal terceirizado, Marcos Puga servidor da Agesul, Beto Mariano, Edmir Fonseca Rodrigues, Márcia Alvares, Newton Stefano e André Luiz Cance.

Durante busca e apreensão na casa de Amorim, no Bairro Vila Vendas, a PF encontrou dois revolveres calibre 38 sem o devido porte legal, segundo os autos.

Amorim, Giroto e Elza Cristina Araújo dos Santos tiveram as prisões decretadas no dia 10 de novembro, envolvidos em investigações da força-tarefa do MPE (Ministério Público Estadual), resultante da Operação Lama Asfáltica. Os três receberam habeas corpus e foram liberados quatro dias depois. 

Na época, a investigação referia-se à licitação de contrato da Proteco que tinha a obrigação de “recuperação da estrutura da faixa de rolamento da rodovia MS-228, com aplicação de revestimento primário e implantação de dispositivos de drenagens, numa extensão de 42 km – Local: Rodovia MS-228, entre Km 35,0 e Km 77,0, no município de Corumbá”.

Na Operação Coffee Break do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, uma espécie de desmembramento da Lama Asfáltica, a justiça entendeu que não havia motivos para a prisão de Amorim e Giroto. A ação investigava se os vereadores da Capital receberam dinheiro para votarem contra o prefeito Alcides Bernal (PP) na Câmara Municipal. 

Jornal Midiamax