Política

Policial saca arma em comício, ameaça e leva políticos a pedir segurança

Marun e Puccinelli estavam no evento em que ocorreu o incidente

Midiamax Publicado em 25/09/2016, às 14h18

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Marun e Puccinelli estavam no evento em que ocorreu o incidente

Lideranças peemedebistas irão se reunir nesta segunda-feira (26), para conversarem sobre o fato ocorrido em Iguatemi e resolverem as próximas providências. Na ocasião, um policial civil entrou no comício em que estavam o deputado federal Carlos Marun e o ex-governador André Puccinelli, assim como o deputado estadual Lídio Lopes (PEN), desferiu ofensas e ao receber vaias da população sacou uma pistola e ameaçou atirar nos populares.

O relato é do parlamentar Marun. Segundo ele, foi um ato orquestrado por adversário. “Tenho motivos para vir a crer que foi tudo combinado. Nós chegamos atrasados e o comício já estava acontecendo. Quando então começamos a falar, o policial civil chegou e começou a nos ofender. Logo em seguida a população que acompanha as falas reagiu contra ele e então o policial sacou a arma e mirou para os presentes, dando a entender que fosse atirar. Em seguida ele se evadiu do local”.

O parlamentar ainda ressaltou que todos ficaram bastante preocupados pelo fato de ter muita criança no local. “Nós permanecemos no palco, mas a nossa grande preocupação foi com as mães com crianças de colo e outras pequenas que estavam no local, mas terminamos o comício em consideração as pessoas que ficaram, já que 50% foi embora”.

O deputado enfatizou que todos registraram boletim de ocorrência. “O primeiro passo que nós fizemos foi registrar boletim de ocorrência no mesmo dia e agora vamos verificar os próximos passos, mas é um fato que deve ser investigado”. O comício foi em Iguatemi, em apoio ao candidato a prefeito de Iguatemi, Dr. Carlinhos e reuniu cerca de mil pessoas.

Providências

Para discutir sobre o assunto, Marun disse que eles vão se reunir nesta segunda-feira (26), na sede do diretório estadual e municipal, localizado na Avenida Mato Grosso, para ver quais as próximas providências irão tomar.

Carlos Marun disse a reportagem que está se cogitando a possibilidade de solicitar que Forças Federais sejam solicitadas para acompanharem o pleito na região de fronteira. Ele ainda disse que irá se reunir nesta segunda, com o secretario de segurança do Estado, José Carlos Barbosa e o superintendente da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul, Ricardo Cubas César.

O parlamentar ressaltou que já avisou a Câmara Federal sobre o ocorrido e que vai analisar a questão dele não andar com segurança a partir deste ocorrido. “Eu não ando por que nunca vi necessidade e nem o ex-governador, mesmo ele tendo este direito. Vamos conversar sobre siso também e quero que isso seja resolvido e que os culpados sejam punidos, Sem dúvida é fácil descobrir quem mandou este policial ir la. É só pedirem a quebra de sigilo telefônico dele”.

O candidato que recebia o apoio e realizou o comício em prol de sua candidatura, publicou uma nota de repúdio em sua pagina da rede social Facebook. Na ocasião ele relatou o fato e deixou claro sua indignação com o ocorrido.

“Felizmente nada grave ocorreu, pois o policial acabou fugindo do local. A coligação Iguatemi no coração da gente repudia toda e qualquer forma de violência, pois entende que vivemos em uma democracia e a população tem o direito de acompanhar as atividades de seus candidatos em segurança, bem como o direito de escolher seus representantes”, disse em nota o candidato Dr. Carlinhos.

O pleito na cidade de Iguatemi será disputado no próximo domingo por cinco candidatos. Além de Dr. Carlinhos do PMDB, concorrem ao cargo, Dra. Patricia (PSDB), Nei (PSD), Professor Jorginho (SD) e Tacuru (PMN).

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