Política

Pedro Chaves toma posse na terça e não vota sobre impeachment

Empresário assume o cargo de senador na terça

Evelin Cáceres Publicado em 11/05/2016, às 11h39

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Empresário assume o cargo de senador na terça

O empresário Pedro Chaves (PSC) suplente do senador cassado Delcídio do Amaral, vai assumir o cargo na próxima terça-feira (17) à tarde. Em conversa com o Jornal Midiamax, o novo senador de Mato Grosso do Sul esclareceu que vai esperar passar a votação pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) nesta quarta-feira (11) para assumir o cargo.

Além disso, Pedro afirmou que precisa deixar tudo organizado para se mudar para Brasília. “Sou diretor da Mace, membro do Conselho Estadual de Educação e empresário. Minha esposa e filhas vão cuidar da escola e dos negócios. É um legado que eu trabalhei para deixar para elas e agora chegou a hora delas assumirem”.

Para Chaves, o processo de cassação de Delcídio demorou a acontecer. “Estamos desde 5 de novembro até ontem aguardando. Não me afastei das minhas funções, mas sabia que poderia assumir. Permaneci aguardando sem interferência, o Senado teve total liberdade e julgou com postura extremamente ética a questão. Não tenho mantido conversas com o Delcídio há muito tempo e não nos falamos até agora”, admitiu.

O senador explica que deve encaminhar as emendas dos municípios iniciadas por Delcídio, mas diz que o modo de legislar será diferente. “Minha ideia é não parar nenhuma emenda que contemple os municípios. Vou dar continuidade a todos eles. Mas o Delcídio era mais da infraestrutura e eu sou municipalista e humanista por excelência. Vou desenvolver projetos de treinamento, recursos para a Educação, Saúde, Meio Ambiente, projetos para as crianças carentes e moradores de rua”.

Em Brasília, a equipe do gabinete organiza a chegada de Pedro Chaves na terça-feira para que ele assuma o cargo. “A sociedade é muito generosa comigo e viu com muito bons olhos meu acesso ao Senado. É uma responsabilidade para fazer um trabalho contínuo, mas sem ser a continuidade do Delcídio. Deixar marcada outra gestão”, finalizou. 

Jornal Midiamax

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