Política

Para Marquinhos, novo Plano Diretor pode conter desenvolvimento da Capital

Projeto será votado ainda em 2016

Tatiana Marin Publicado em 16/11/2016, às 20h41

Foto: Arquivo Midiamax
Foto: Arquivo Midiamax - Foto: Arquivo Midiamax

Projeto será votado ainda em 2016

O prefeito eleito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD) afirmou, na tarde desta quarta-feira (16), que está preocupado com o Plano Diretor de Campo Grande que está em fase de projeto e será votado ainda em 2016. Segundo ele, alguns artigos impedem o desenvolvimento e multiplicação de empresas na cidade e, como consequência, a geração de empregos.

Em entrevista à imprensa, Marquinhos não citou pontos específicos do projeto que sejam preocupantes, porém vê com grande preocupação, que na área do emprego, o Plano Diretor traz alguns empecilhos.

“E o caminho que vou ter de seguir durante 10 anos. Ficarei engessado ao plano, pois é o que vai definir se posso ir para esquerda ou para direita. A grande preocupação é que no Plano Diretor vigente, existem 55 artigos. O novo está com 229 artigos. Isso é muito ruim para a cidade e para esta geração que precisa de oportunidades de trabalho. Está em jogo a geração e multiplicação de empregos”, diz Marquinhos.

As declarações foram dadas após uma reunião realizada na sede da Secovi-MS (Sindicado da Habitação de MS). Participaram também da reunião, representantes da área, da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil – MS) e IAB (Institutos de Arquitetos do Brasil), além do presitente da Secovi-MS, Marcos Augusto Netto.

O projeto do Plano Diretor de Campo Grande também é uma preocupação para o presidente da Secovi-MS. Segundo ele o mercado imobiliário está preocupado com a questão do plano diretor. O atual plano se encerra em 2016 e o debate acerca do projeto está aquecido. Para Marcos Augusto, algumas medidas propostas podem causar problemas tanto no mercado e na cidade como um todo, quanto para o novo gestor.

O presidente da Secovi-MS iria tratar das questões diretamente com o prefeito eleito durante a reunião, para decidir uma forma harmônica de tratar o novo Plano diretor. “Precisava alertar Marquinhos, porque se ele está entrando e não souber o que está acontecendo e não tiver conhecimento do projeto como, ele irá fazer uma boa gestão”, questiona ele.

Outro ponto que o presidente da Secovi-MS põe em debate é sobre como o projeto está sendo discutido. Segundo ele, há falta diálogo na elaboração do Plano Diretor. “Existem fóruns apropriados para este debate como, por exemplo, o CMDU (Conselho Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo)”, afirma Marcos Augusto.

De acordo com o presidente da Secovi, o conselho ainda não recebeu o documento. “Quanto tempo o CMDU terá para avaliar o projeto e debater o Plano Diretor, assim como, quanto tempo a Câmara Municipal terá para receber, analisar, fazer audiência pública e votar”, pontua ele.

“Dentro do plano precisa haver preocupação com desenvolvimento e geração de emprego. Não podemos ter um plano diretor que iniba e puna os investimentos”, finaliza ele.

Jornal Midiamax