Política

Neto de prefeito que foi assassinado quer sobrenome de volta à política

Ary Coelho, prefeito de Campo Grande foi morto em 1952

Júlia de Miranda Publicado em 02/04/2016, às 20h42

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Ary Coelho, prefeito de Campo Grande foi morto em 1952

Neto do prefeito de Campo Grande assassinado na década de 50, Ary Coelho de Oliveira, de 30 anos, quer colocar o sobrenome da família de volta à política em 2016. Ele se filiou nesta última semana ao PHS (Partido Socialista da Humanidade) e deve concorrer a uma das vagas da Câmara Municipal da Capital.

Ary é consultor de vendas e único neto a se interessar por política. “As pessoas têm uma memória muito forte em relação ao meu avô, isso é positivo. Pretendo trabalhar de forma honesta, respeitando a população e fazendo parte de uma renovação política”.

Memória

Na década de 1950, um jornalista de Cuiabá escreveu um artigo muito forte contra o então prefeito de Campo Grande, Ary Coelho. Na época, surgiu uma história de que ele teria dito que faria o jornalista engolir o jornal. Um dia o Ary foi até a CER (Companhia de Estradas e Rodagens, em Cuiabá) para tentar viabilizar alguns recursos para Campo Grande, e quando ele chegou lá o tal jornalista o viu chegando, e se escondeu, armado.

 Quando eles se cruzaram ele atirou e matou o prefeito. O ano era 1952, e os jornais da época revelam que junto ao corpo e pertences de Ary Coelho, a Polícia encontrou um revolver calibre 38. O político, que estava em começo de carreira, foi trazido de volta à cidade e enterrado com pompa de um herói injustiçado.

Segundo o jornalista Sérgio Cruz, autor do livro “Por que mataram o doutor Ari?”, Ary Coelho era de uma família pobre de Paranaíba. Estudou medicina em Belo Horizonte e veio para Campo Grande onde casou com dona Maria Arantes, de família rica e montou o Hospital Santa Maria. 

Jornal Midiamax