Política

“Nem Dilma, nem Temer”: Rede defende novas eleições como saída pra crise

Marina Silva afirmou que impeachment não cumpre com a finalidade

Joaquim Padilha Publicado em 06/04/2016, às 11h54

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Marina Silva afirmou que impeachment não cumpre com a finalidade

Marina Silva (Rede) e seu partido lançaram uma nota nesta última terça-feira (5) falando daquilo que acreditam ser a saída para a crise política do Brasil: novas eleições. O partido entregou uma petição que reforça o processo de cassação da chapa do PT no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Segundo Marina, novas eleiçõs são forma de um "novo rumo" para a nação e de "devolver a 200 milhões de pessoas a possibilidade de reparar o erro a que foram induzidos a cometer."

Acusada de oportunismo, a ex-presidenciável afirma que quem se candidatar às novas eleições deve ser impedido de participar da campanha eleitoral à presidência em 2018. Para Marina, o impeachment não é a maneira mais ética de resolver a crise, pois "cumpre com a legalidade, mas não com a finalidade". Apesar de considerar o afastamento de Dilma um processo legal, ela afirma que Temer não seria a saída mais satisfatória, apontando dados que mostram baixos índices de popularidade do vice e dizendo que a maioria da população quer novas eleições.

"Se ficar comprovado que o dinheiro do Petrolão foi usado para as eleições, de forma espúria, há de se cassar a chapa", disse Marina. Para ela, o PMDB é igualmente responsável pela crise, e portanto não pode se eleger. Defendendo uma democracia baseada no "diálogo com a oposição", a Rede defende que a divisão de ministérios e funções do Estado entre aliados praticada pelo governo não é pragmática.

"É preciso sair desse sistema baseado na distribuição de pedaços do Estado, para um presidencialismo de propostas, em cima de programas, de projetos. Se o PPS tem um grande quadro para a educação, ele tem que ser apresentado. Se o PSDB tem um bom quadro para economia, é ele que tem que ser apresentado. E assim por diante. Não é para arranjar um pedaço de um ministério para fazerem falcatruas. Tem que ser um governo programático, com isso, você pode compor a maioria no Congresso", afirmou Marina.

Liderando as últimas pesquisas de intenção de voto do Datafolha, a ex-presidenciável acredita que a Operação Lava-Jato e a atuação do MPF (Ministério Público Federal) e da PF (Polícia Federal) são necessárias para renovar o cenário político brasileiro e "recuperar a credibilidade para que políticos fora dos esquemas de corrupção possam governar".

Jornal Midiamax