Política

Nelsinho diz que foi associado à Coffee Break porque era do PMDB

Ele admitiu que aconselhou sobre relatório

Jessica Benitez Publicado em 31/08/2016, às 20h49

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Ele admitiu que aconselhou sobre relatório

O ex-prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PTB), apresentou presença prévia à ação que pede bloqueio de bens dos denunciados na Coffee Break. Ele argumenta que só é citado na investigação por à época ser do PMDB e admite que conversou sobre a cassação do prefeito Alcides Bernal (PP). Contudo sustenta que apenas opinou por ter experiência no Executivo.

“Outrossim, em todo os momentos que o Requerido é citado na peça ministerial, o mesmo é feito de modo genérico, sempre ligado a outros réus vinculando-o a um determinado grupo politico”, diz a peça.

“Ademais, não há qualquer ilegalidade no fato do Requerido externar sua opinião no sentido de que o parecer da comissão deveria ser devidamente fundamentado, bem como, existem diversos juristas capacitados para auxiliar no rito”, completa.

Diálogo de Nelsinho com o vereador Flávio César (PSDB) consta nos autos no qual ele aconselha sobre o relatório da Comissão Processante em que o legislador é relator. “Tem que tem juristas renomados para auxiliar no rito”, diz o ex-prefeito na conversa.

Mesmo assim, a defesa diz que não há documento comprobatório de que “o requerido tenha integrado associação criminosa, tampouco recebido qualquer sorte de benefício oriundo do suposto esquema”.

“Portanto, como no caso dos autos, o Órgão Ministerial utilizou-se somente do fato de o requerido ser ex-prefeito pertencente a determinado grupo politico para imputar a pratica de ato improbo, não demonstrando efetivamente a participação deste no suposto esquema fraudulento no Município de Campo Grande”.  

Jornal Midiamax