Política

‘Mordaça é para a época da ditadura’, diz Bernal sobre lei que gerou polêmica

Prefeito pode vetar projeto da Câmara

Evelin Cáceres Publicado em 04/04/2016, às 14h25

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Prefeito pode vetar projeto da Câmara

“Mordaça é para a época da ditadura”, comentou o prefeito Alcides Bernal (PP) nesta segunda-feira (4) sobre o projeto de Lei aprovado na Câmara Municipal de Campo Grande que restringe abordagem sobre assuntos polêmicos nas escolas, como sexualidade, política e religião.

O prefeito opinou sobre o projeto, indicando que deve vetá-lo, durante a inauguração do Centro de Especialidades Odontológicas do bairro Silvia Regina. Antes, Bernal disse que irá analisar o projeto com muita cautela.

O projeto impede que professores da educação básica municipal lecionem sobre orientação sexual e cria prerrogativas sobre ensino de questões ideológicas e políticas. Também é determinada a obrigatoriedade da fixação nas salas de aula de um cartaz contendo todas as orientações do que o professor da Rede Municipal de Ensino (Reme) pode ou não discutir com os alunos. A lei, proposta pelo vereador Paulo Siufi (PMDB), recebeu apenas dois votos contrários, dos vereadores Eduardo Romero (Rede) e Luiza Ribeiro (PPS).

Pesquisadores do Impróprias (Grupo de Pesquisa em Gênero, Sexualidade e Diferenças), da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) levantaram a questão do debate em sala de aula por meio de campanha nas redes sociais. Eles seguravam cartazes que diziam “Ensinar é um ato político"

.Além de criarem um evento no Facebook com o mesmo nome, convidaram colegas e professores a postarem fotos na rede social segurando um cartaz com o manifesto e usando a hashtag #EnsinarÉumAtoPolítico nas postagens.

Jornal Midiamax