Política

Marquinhos disse que vai investigar ex-prefeitos, incluindo seu irmão

Pergunta de obras inacabadas motivou confronto de ideias

Ludyney Moura Publicado em 22/10/2016, às 01h49

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Pergunta de obras inacabadas motivou confronto de ideias

No segundo bloco do debate do 2º turno do Jornal Midiamax o candidato a prefeito de Campo Grande pelo PSD, o deputado estadual Marquinhos Trad, disse que poderá investigar possíveis irregularidades práticas por ex-prefeitos da Capital, incluindo seu irmão, Nelsinho Trad.

A candidata tucana Rose Modesto (PSDB) começou questionando Marquinhos sobre obras inacabadas na Capital, e se ele exigiria ressarcimento do ex-gestores por possíveis irregularidades que geraram desperdício do dinheiro.

Marquinhos citou os três últimos prefeitos da Capital, Nelsinho, Alcides Bernal (PP) e Gilmar Olarte, e disse que cada um deles responde por seus atos. Prometeu instalar controladoria municipal, coisa que ele diz que o governo tucano faria e não o fez.  Prometeram não aumentar impostos e aumentar, prometeram 120 escolas de tempo integral, em dois anos fizeram duas escolas, esperam que realize o restante.

Rose disse que espera que Marquinhos exija ressarcimento dos ex-prefeitos e prometeu abrir caixa preta da prefeitura e disse que terá planejamento para governar. Seu adversário ainda citou nove hospitais que teriam sido prometidos pela gestão tucana e que não teriam sido entregues.

O deputado ainda questionou Rose sobre a promessa de diminuição da alíquota do óleo diesel, que durou seis meses. Segundo a tucana, o governo estadual já havia acordado tempo certo e disse que a redução não chegou na bomba.

O clima entre eles voltou a esquentar quando o tema segurança pública foi citado. Marquinhos citou problemas da segurança no Estado, como aumento de roubos e imbróglio com o SIGO. A tucana ainda citou investimentos da gestão Azambuja na segurança pública.  

Marquinhos Trad questionou Rose Modesto sobre a promessa de governo de escolas em tempo integral, quantas teriam sido transformadas. Segundo o candidato, a promessa era de transformar 30% das unidades em de período integral, o que daria cerca de 120 escolas. Rose pediu para debaterem sobre Campo Grande. “Não sou candidata ao governo do Estado. Ontem avançamos a conversa com a Fetems, recebemos o maior salário do país nunca tive irmão trabalhando na Semed e nem sendo ordenador de despesa. Vamos fazer eleição direta para diretores, ampliar número de escolas em tempo integral, de forma organizada e escola com demanda menor de alunos construindo nas regiões mais violentas”.

Marquinhos afirmou que Rose estava negando que é vice-governadora do Estado. “Você faz parte do governo, se não respondeu vou responder. Em quase dois anos, apenas duas escolas foram transformadas em tempo integral. Das 116 escolas, que representam 30%, faltam 114 escolas em tempo integral. Com um pouquinho mais de dois anos, espero que aconteça”.

Rose perguntou a Marquinhos se ele for eleito prefeito em Campo Grande, após tantos ataques ao governador Reinaldo, como iria retomar essa relação com o governo tão importante para a cidade. Marquinhos disse nunca ter tido problemas de relacionamento político e que tratará o governo com respeito, que não vire as costas para a Capital porque o eleitor não optou pela candidata dele, porque ele é governador de todos. “Vou procurar deputados, senadores e relação de equilíbrio e altivez para construir Campo Grande diferente para que não se fale de votos para cassar, uma gestão absolutamente transparente. Afinal de contas, ajudei a ele e a senhora. Continue como vice-governadora para ajudar a cidade, em um relacionamento de paz e sustentação política”.

Rose respondeu que não recebeu apoio ao ouvir dele que era de “fundo de boate”. “Tenho origem humilde, tenho valores, cheguei onde estou com muito trabalho, diferente do senhor, que ganhou as coisas com muita facilidade. Mas com certeza o governador estará disposto a dialogar”. Marquinhos disse que nunca precisou dar direito de resposta e que a candidata teria ofendido a ele, esposa e filhas.

Jornal Midiamax