Política

Giroto atrasa ‘carnê’ de terreno de R$ 285 mil e é alvo de ação de cobrança

Imóvel está em nome da filha do ex-deputado

Midiamax Publicado em 03/05/2016, às 22h02 - Atualizado em 26/07/2020, às 14h42

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Imóvel está em nome da filha do ex-deputado

O ex-deputado federal Edson Giroto (PR) e a esposa Rachel Rosana de Jesus Portela Giroto estão sendo executados judicialmente pelo atraso no pagamento de parcelas de um imóvel adquirido no residencial Dhama, em Campo Grande. Comprado pelo valor de R$ 285.235,40, em 2013, o imóvel foi escriturado no nome da filha do casal, quando tinha apenas um ano de idade.

Hoje com 4 anos, a criança acumula uma dívida de R$ R$ 20.831,67, referente a 4 parcelas não quitadas do financiamento do imóvel. A primeira parcela venceu em dezenbro de 2015, e no processo, consta a somatória da dívida até março deste ano.

Cada parcela do parcelamento tinha valor inicial de R$ 3.075,89 e diante do atraso, foi anexado o valor de R$ 1.105,27 de juros, nas parcelas que ainda estão para vencer, passando para o total de R$5.111,40, cada parcela à pagar. Até o momento, foram pagas 31 parcelas de um financiamento de 84 meses.

A quitação do imóvel, considerando o cumprimento do contrato inicial, ocorreria em março de 2020, quando seria paga a última parcela. Os valores já pagos não foram anexadas ao processo que tramita na 2ª Vara Cível de Campo Grande. A dívida atual para quitação, conforme os autos, é de R$ 271.290,55.

Com área de 538.18 m², o imóvel fica localizado na Rua Nadima Bagdade Damha, no Parque Residencial Damha IV.

O advogado do ex-deputado federal, Jail Azambuja, informou que ainda não foi notificado da ação e que irá analisar o processo para comentar sobre o caso. Já o escritório de advocacia da parte autora, disse que não comenta sobre ações judiciais de seus clientes.

Bloqueio de bens na Lama Asfáltica

O ex-deputado federal Edson Giroto é um dos nomes citados na Lama Asfáltica, força tarefa do MPE (Ministério Publico Estadual) que apura desvio de recursos em obras públicas e contratos de prestação de serviços ao governo do Estado na gestão de André Puccinelli (PMDB).

Ele chegou a ser preso, junto com o empresário João Amorim e outras sete pessoas, em novembro do ano passado, mas foram soltos e novos pedidos de detenção foram rejeitados pelo Judiciário, sob alegação de que não há provas suficientes contra eles e por isso não há necessidade de privação de liberdade.

Uma das ações decorrentes da operação,foi o bloqueio de R$ 84 milhões de bens dos cerca de 40 denunciados, entre eles, o do ex-deputado federal. 

Jornal Midiamax