Política

Gaeco espera algo ‘novo’ e Trad encoraja delação de Olarte

Ex-deputado pede apoio da população para incentivar delação 

Midiamax Publicado em 05/09/2016, às 11h20

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Ex-deputado pede apoio da população para incentivar delação 

Rumores da possível delação premiada do ex-prefeito e vice-prefeito afastado, Gilmar Olarte, já começa a ganhar incentivo nas redes sociais. Neste domingo (4), o ex-deputado federal Fabio Trad encabeçou campanha para que o pastor preso faça revelações à Justiça, apontando, inclusive, envolvimento de candidatos à Prefeitura envolvidos em esquema ilícito.  

Em vídeo publicado em sua página pessoal no Facebook, o advogado cita esquema de doações eleitorais, durante campanha ao governo do Estado de 2014, para incitar apoio à delação do ex-prefeito. “Esta é uma grande oportunidade para Campo Grande conhecer quem é quem no cenário político. Olarte você precisa ser corajoso”, diz. (Confira o vídeo AQUI)

Em seguida, faz um apelo para seus seguidores o apoiarem no incentivo. “Vamos estimular o Olarte, vamos incentivar o Olarte, para mostrar quem são os políticos que estão na frente de candidaturas financiadas com dinheiro sujo”. Em suas falas, o ex-deputado sugere que a delação do ex-vice-prefeito poderia implicar denúncias com nome de candidatos à Prefeitura da Capital. 

Delação

A promotora de Justiça Cristiane Mourão Leal Santos, coordenadora do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), garante que ainda não houve nenhum tipo de tratativa nesse sentido, mas não descarta possibilidade de delação do vice-prefeito afastado.

“Nunca fomos procurados nem por Gilmar Olarte e nem por sua defesa. A delação é um mecanismo previsto na legislação, só que cabe a ele (Olarte) nos procurar e dizer o que tem para nos oferecer”, explica a promotora. Ainda segundo Cristiane Mourão, o ex-prefeito teria que apresentar alegações reveladoras, nada parecido com o que já foi anexado aos processos em andamento.

 “A Operação Pecúnia se findou e já apresentamos a denúncia ao Tribunal de Justiça, assim como as operações Adna e Coffee Break . Não adianta nos falar sobre o que o Ministério Publico já investigou e já descobriu, são precisos fatos interessantes e novos, que possam efetivamente contribuir para a Justiça”, complementa.

Outra possibilidade confirmada pela promotora é a de Gilmar Olarte apresentar renúncia do cargo de vice-prefeito para que o processo volte para o primeiro grau. Desta forma ele teria mais uma instância para recorrer. “O que mantém os processos dele com julgamento preso ao Tribunal de Justiça é o cargo de prefeito. Ele renunciando, pode ser que os processos voltem para o primeiro grau, mas isso vai depender de uma decisão do Tribunal de Justiça, pois ele responde por três ações penais e são processos diferentes. Mas, realmente, existe a possibilidade”, afirma a promotora

As três ações citadas pela promotora resultam das operações Adna, Coffe Break e Pecúnia. Na primeira, ele é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Na segunda, que investiga suposto esquema para cassar o atual prefeito Alcides Bernal (PP), Olarte responde por associação criminosa e corrupção ativa. Já na última, Pecúnia, o vice-prefeito afastado foi acusado de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e associação criminosa. Ele e sua esposa, Andrea Olarte, permanecem presos desde o último dia 15 de agosto.

 “Destas operações, a Adna já está em fase final, com oferecimento alegações finais e posterior julgamento.. As outras duas, a denúncias já foram encaminhadas ao Tribunal e seguem o trâmite processual”, completa a promotora.

A reportagem tentou contato com a defesa de Gilmar Olarte, mas, até o fechamento desta matéria, não obteve retorno. 

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