Política

Em discurso na ONU, Temer diz que impeachment é exemplo para o mundo

O presidente discursou na Assembleia Geral da ONU

Midiamax Publicado em 20/09/2016, às 16h06

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O presidente discursou na Assembleia Geral da ONU

O presidente Michel Temer (PMDB) abriu nesta terça-feira (20) a 71ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), com discurso que defendia o processo de impeachment como exemplo perante o mundo. Temer também afirmou que o pais tem um compromisso 'inegociável' com a democracia. Para o presidente, o impeachment foi realizado 'dentro do mais absoluto respeito à ordem constitucional'. As informações são Agência Brasil.

O presidente tocou em temas como o conflito que envolve Israel e Palestina e a guerra da Síria, afirmando que o mundo 'ainda tão marcado por ódios e sectarismos, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio mostraram que é possível o encontro entre as nações em atmosfera de paz e harmonia'. Outro assunto comentado foi a recente reaproximação entre Cuba e os Estados Unidos, elogiado por Temer, que criticou 'o protecionismo agrícola patrocinado por diversos países'.

Crise política

“O Brasil acaba de atravessar processo longo e complexo, regrado e conduzido pelo Congresso Nacional e pela Suprema Corte brasileira, que culminou em um impedimento. Tudo transcorreu dentro do mais absoluto respeito à ordem constitucional”, declarou Temer, sobre o afastamento da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT).

“Temos clareza sobre o caminho a seguir: o caminho da responsabilidade fiscal e da responsabilidade social”, afirmou o presidente, ressaltando que 'a confiança já começa a se restabelecer-se e que um horizonte mais próspero começa a se delinear'.

O presidente ainda convocou investidores estrangeiros a fazerem negócios com o Brasil. “Nosso projeto de desenvolvimento passa, principalmente, por parcerias em investimentos, em comércio, em ciência e tecnologia. Nossas relações com países de todos os continentes serão, aqui, decisivas."

Michel Temer enfatizou o papel do Judiciário, defendendo que há 'um Ministério Público atuante' e órgãos do Executivo e do Legislativo 'que cumprem seu dever'.

“Não prevalecem vontades isoladas, mas a força das instituições, sob o olhar atento de uma sociedade plural e de uma imprensa inteiramente livre”, disse.

Ao chegar em Nova York para o evento, no dia 18, Temer foi recebido com vaias. Ele estava acompanhado de seis ministros e assessores, e foi abordado por um grupo de manifestantes que o aguardava em frente ao hotel onde está hospedado. Eles vaiavam e gritavam "fora Temer" com cartazes com escritos "Temer Out" ("fora Temer", "Temer golpista" e "Brazil is not for sale" ("Brasil não está à venda").

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