Política

Defesa entrou com recurso, mas bens de Puccinelli continuam bloqueados

Não há previsão de julgamento

Jessica Benitez Publicado em 11/08/2016, às 20h42

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Não há previsão de julgamento

A defesa do ex-governador do Estado, André Puccinelli (PMDB), entrou com recurso para tentar desbloqueio dos bens indisponibilizados no mês passado, mas ainda não há previsão de julgamento. A decisão partiu da juíza federal Monique Marchiolli Leite, da 3ª Vara Federal Especializada em Crimes de Lavagem de Dinheiro no dia 19 de julho.

O pedido de bloqueio partiu do MPF-MS (Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul) e tem como base a Operação Lama Asfáltica e seus desdobramentos. Outros políticos e empresários já estavam com bens bloqueados somando ao todo R$ 43,1 milhões.

O advogado Renê Siufi não especificou os argumentos usados no recurso, nem qual parta do patrimônio de Puccinelli está indisponível. Nas eleições de 2010 e, portanto, há seis anos, o ex-governador declarou ter R$ R$5.378.828,63 à Justiça Eleitoral. Entre os bens estavam dois apartamentos, três terrenos no Damha, um sítio, uma lancha e várias contas bancárias.

Mais – A juíza já havia determinado o bloqueio de bens e proibição de venda de imóveis e veículos de João Amorim, Elza Cristina Araújo dos Santos, Ana Paula, Ana Lúcia Amorim e Renata e Tereza Cristina Amorim, Idalina Patrimonial Ltda, Agropecuária Idalina Participações Ltda; Bosforo Participações Ltda, Raiz Participações Ltda., Agropecuária Baia Participações Ltda., Proteco Construções Ltda, Kamerof Participações Ltda., Ase Participações e Investimentos Ltda., Edson Giroto, Flávio Henrique Garcia Scricchio, Rachel de Jesus Portela Giroto, Wilson Roberto Mariano de Oliveira, Mariano Mariane de Oliveira, André Luiz Cance, Ana Cristina Pereira da Silva, Evaldo Furrer Matos, Maria Wilma Casanova e Hélio Yudi Komyiama.

Investigação – A operação Lama Asfáltica foi deflagrada em 9 de julho e cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em residências de investigados e em empresas que tinham contratos com o poder público, com participação da Polícia Federal e Receita Federal.

Na ocasião, os policiais foram a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) recolher documentos de obras de pavimentação no Estado, além de pedir o afastamento de quatro servidores do Governo do Estado.

A Controladoria-Geral da União e Ministério Público Federal também fazem parte da ação. Todas as empresas investigadas atuam na pavimentação de rodovias, construção de vias, coleta de lixo e serviços de tecnologia da informação no Estado.

Jornal Midiamax