Política

Defesa alega que envolvidos em assassinato estavam apenas ‘de carona’

Carlos foi morto durante uma tentativa de assalto 

Gerciane Alves Publicado em 30/01/2016, às 11h26

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Carlos foi morto durante uma tentativa de assalto 

A defesa dos dois adolescentes, de 16 e 18 anos, apontados pela polícia como envolvidos no crime que resultou a morte de Carlos Guilherme dos Santos Bertoldo, de 30 anos, relatou ao Jornal Midiamax que os rapazes não tiveram participação no crime. Segundo o advogado Marcos Ivan, o próprio inquérito aberto para investigar o crime não é claro quanto a participação dos dois. 

O advogado afirma que não partiu dos jovens a ideia do crime e muito menos o disparo de arma de fogo que acabou atingindo Carlos. “Não foi nenhum dos dois que dispararam a arma e não foi nenhum dos dois os idealizadores dessa conduta”, ressalta o advogado. Ele conta ainda que os adolescentes não tinham conhecimento sobre as intenções de William de Jesus Souza, de 22 anos, acusado de ter anunciado o assalto e posteriormente efetuado o disparo.

“Na realidade eles sequer sabiam que realmente iria acontecer. Eles estavam na garupa das motos, cada um em uma garupa e não tinham conhecimento”, explica. Segundo relato dos envolvidos à defesa, William estava pilotando e quando parou e anunciou o assalto eles desceram da motocicleta e Willian agiu sozinho.

Os jovens, segundo a defesa, serão apresentados na próxima segunda-feira (1º) na Derf (Delegacia Especializada em Repressão de Roubos e Furtos) e já estão sendo tomadas as medidas junto ao judiciário para que não sejam expedidos os mandados de prisão e de busca de apreensão contra os dois acusados.

“A defesa está buscando junto ao juiz responsável para que não sejam expedidos os mandados de prisão e nem busca e apreensão até porque eles pretendem colaborar com a justiça. Os dois são primários, possuem residência fixa e são estudantes. Então existem todos os requisitos mais que preenchidos pra isso”, ressalta.

O crime

Carlos Guilherme dos Santos Bertoldo, de 30 anos, foi morto a tiros na Avenida Duque de Caxias, esquina com a Rua Capibaribe, na Vila Eliane, região oeste da Capital. Ele teria reagido a um assalto, conforme primeiras investigações, e foi atingido por um disparo no peito.

De acordo com o boletim de ocorrência, registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro, pelo delegado Enilton Zalla, equipes da Polícia Militar foram acionadas para irem até a Avenida Duque de Caxias, atender a ocorrência de roubo. No local, os militares encontraram Carlos caído na rua, com o ferimento no peito, na altura do coração.

Segundo informado pelo delegado Zalla, Carlos estava no Fiat Strada branco, placas de Aquidauana, em um ponto de ônibus. Ele estaria deixando a mulher, que não teve nome ou idade reveladas, e ela pegaria um ônibus para outra cidade do interior do Estado. No momento em que deixava a mulher, quatro suspeitos chegaram em duas motocicletas e os passageiros desceram, anunciando o assalto.

Conforme registrado no boletim de ocorrência, uma testemunha viu o momento em que Carlos corria atrás dos dois suspeitos, a pé, com um facão em mãos. Logo em seguida, foram ouvidos os quatro disparos, um atingindo Carlos no peito. O homem caiu na rua, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e a vítima foi levada para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Vila Almeida, mas morreu antes de dar entrada.

Jornal Midiamax