Política

Crise: multidão cerca Palácio do Planalto após nomeação de Lula à Casa Civil

Quase três mil pessoas já estão no local

Jessica Benitez Publicado em 16/03/2016, às 21h14

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Quase três mil pessoas já estão no local

Após anúncio de que o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva é o mais novo chefe da Casa Civil, na tarde desta quarta-feira (16), quase três mil manifestantes foram ao Palácio do Planalto e protestam contra a medida tomada pela chefe do Executivo, Dilma Rousseff (PT). Também está programado um 'panelaço' às 20h durante a exibição do Jornal Nacional assim que o telejornal veicular matéria sobre a polemica nomeação.

Desde a semana passada havia conversas de que Lula assumiria um Ministério. Isso porque, segundo alega a oposição, este seria um plano para livrá-lo do pedido de prisão feito pelo MPE-SP (Ministério Público Estadual de São Paulo). A solicitação está nas mãos do juiz Sérgio Moro. 

O cargo a ser ofertado ficou entre Casa Civil ou Secretaria de Governo, já que a primeira opção teria, em tese, mais poder. Contudo, também inclui uma grande parte administrativa que o ex-presidente não gostaria de ter que lidar para poder se concentrar no rearranjo político do governo. Mas acabou sendo esta a função dada a ele.

Com o petista no governo Federal, além do foro privilegiado, ele ficaria incumbido de unir a sigla de novo e recuperar apoio do PMDB, legenda com maior bancada no Congresso Nacional e que ocupa grande parte dos ministérios, além da vice-presidência com Michel Temer.

Em nota Dilma informou ainda que o cargo de ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil (SAC) será ocupado pelo deputado federal Mauro Ribeiro Lopes (PMDB-MG). A petista agradeceu ao ministro interino, Guilherme Ramalho, “pela sua dedicação” à frente da SAC. De acordo com o site do Partido dos Trabalhadores, a posse de Lula será na próxima terça-feira (22).

Logo depois, durante coletiva de imprensa, ela defendeu a escolha do correligionário. "Uma pessoa que esteve à frente do país por 8 anos não pode ter sua biografia destruída desta forma. Acho que não está certo isso. Mostro minha confiança na trajetória, na biografia e no compromisso dele. Eu conheço ele, que tem todas as práticas corretas e idôneas", disse.

Jornal Midiamax