Política

Carlos Marun diz que Maranhão está sendo manipulado pelo governo federal

Waldir Maranhão anulou processo de votação do impeachment de Dilma

Midiamax Publicado em 09/05/2016, às 16h35

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Foto: Reprodução/Web

Waldir Maranhão anulou processo de votação do impeachment de Dilma

Com a decisão desta segunda-feira (9), feita pelo presidente interino da Câmara de Deputados, Waldir Maranhão deixou parlamentares que votaram a favor do impeachment da presidente Dilma Roussef (PT), estão revoltados com esta decisão. Carlos Marun (PMDB-MS), por exemplo, disse ter passado a duvidas das condições mentais de Maranhão depois desta anulação.

“Isso o que Maranhão fez é um absurdo. Eu imagino que ele não tenha noção das consequências do ato que ele tomou. Com esta decisão, ele coloca em suspensão a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). Chego a duvidar das condições mentais de Waldir Maranhão com esta atitude”, disse Marun.

Ainda segundo o parlamentar, está ocorrendo o que ele previa. “Eu havia dito, que quem é a favor do impeachment não poderia querer o afastamento do Eduardo Cunha. Já era esperado que com a saída de Cunha, o processo do impeachment seria prejudicado e foi o que aconteceu. Sem duvida Maranhão está sendo manipulado pelo governo para tomar uma decisão dessa”.

“Estamos em um momento muito preocupante. Sem duvida Maranhão deve estar sofrendo uma pressão muito grande. Estou a caminho de Brasília e acredito que o senado não irá analisar esta decisão, mas já abre dá uma abertura para recursos por parte do governo. Vamos ver o que vai ocorrer agora”, concluiu o deputado.

O substituto de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), anulou o processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT) que tramitou na casa. Ela acolheu um pedido feito pela AGU (Advocacia-Geral da União), entidade comandada por José Eduardo Cardozo (PT).

O presidente em exercício da Câmara dos Deputados, afirmou em nota que no processo de admissibilidade do pedido de impeachment de Dilma ‘ocorreram vícios que tornaram nula de pleno direito a sessão em questão’.

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