Política

Bernal diz que questionar qualidade de uniforme por ser do Paraguai é preconceito

Ele falou sobre o assunto em inauguração de Ceinf

Midiamax Publicado em 30/06/2016, às 15h24

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Ele falou sobre o assunto em inauguração de Ceinf

O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), falou rapidamente em seu discurso, na inauguração do Ceinf (Centro de Educação Infantil) Eleodes Estevão, sobre os uniformes escolares entregues aos alunos, que causaram grande polêmica por terem sidos confeccionados no Paraguai. Segundo o prefeito, isso é preconceito e foi feito tudo dentro da legalidade.

Bernal disse que a qualidade dos uniformes foi primordial arpa a escolha da empresa responsável. “Os uniformes são de qualidade e resultado de licitação pelo menor preço e garantia de qualidade. Não é por ser do Paraguai, um país vizinho nosso, que é de qualidade ruim. Isso é preconceito”.

O prefeito ainda disse que os uniformes é da qualidade que as crianças merecem. “Sem dúvida, a qualidade dos uniformes é a que cada aluno merece. E o que importa é que o produto chegou e está senso usado pelas crianças e é de qualidade. Pergunte para a maioria dos pais que vão ver como estão felizes com a entrega, mas peguntem para aqueles que não tem interesse político eleitoral”, destacou Bernal.

Polêmica

A polêmica em torno da baixa qualidade dos uniformes ganhou fôlego nesta semana, quando após seis meses de espera, mães de alguns alunos da Reme (Rede Municipal de ensino) denunciaram que o material empregado no fardamento não resiste nem à primeira lavagem, devido ao mau acabamento na costura e na própria qualidade do tecido utilizado.

De acordo com Maria de Lourdes, coordenadora administrativa da Semed (Secretaria Municipal de Educação), duas empresas foram as vencedoras do certame que contou com a participação de nove entidades e teve 180 lances. A cota principal, que representa 80% da confecção dos produtos, ficou sob responsabilidade da empresa Nilcatex Têxtil. Já a cota reservada, destinada a micro e pequenas empresas, ficou com a empresa Odilara Frassão Calçados Eireli, responsável pela entrega de 20% do que foi solicitado.

Ao todo, Nicaltex e Odilara produziram 40.158 pares de tênis, 77.303 bermudas, 80.313 pares de meia e 230.808 camisetas. Pela Nilcatex, cada camiseta com manga custou R$ 10,70. Já as camisetas regatas sairam a R$ 8,38. As bermudas custaram R$ 6,24, enquanto o par de meias saíram a R$ 2,80 e cada tênis ao custo de R$ 20,60. Já na Odilara, por cada camiseta de manga foram pagos R$ 10,10. Regatas a R$ 8,90, bermudas a R$ 8,80, par de meias a R$ 3,40 e tênis R$ 28,60.

Maria de Lourdes admitiu que a Prefeitura não teve conhecimento de que parte do uniforme escolar seria confeccionado no Paraguai. Todavia, ela destacou que não existem irregularidades nessa ação, desde que as empresas entreguem o que foi proposto.

“A empresa procura a melhor forma de atender o que se propôs a fazer, e a Prefeitura busca o menor preço com a melhor qualidade. Se para a empresa a melhor saída foi ir ao Paraguai, confeccionar e trazer novamente, não existe irregularidade, pois não foge dos padrões formais da lei”, explica.

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