Política

Barraco na Câmara: troca de socos e acusações terminam na delegacia

Confusão começou na tribuna da Câmara

Evelin Cáceres Publicado em 05/05/2016, às 14h47

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Confusão começou na tribuna da Câmara

Após o encerramento da sessão na Câmara Municipal de Campo Grande nesta quinta-feira (5), o jornalista e radialista Élcio Pinheiro relatou que foi agredido durante uma confusão, iniciada na tribuna da Casa. Ele revidou, e o agressor deixou o local com o nariz sangrando, afirmando que iria registrar um boletim de ocorrência.

De acordo com o radialista, ele tentava apartar a briga iniciada no fim da sessão depois que apoiadores do prefeito Alcides Bernal (PP) foram ao local impetrar uma representação contra o vereador Roberto Durães (PSC) e acabaram discutindo durante o discurso de Marcos Tabosa, presidente do Sisem (Sindicato dos Servidores e Funcionários Municipais de Campo Grande) pedindo reajuste. 

Élcio relata que foi empurrado e acabou caindo por cima de uma mulher. Ao cair, ele foi agredido por um homem, identificado pelas testemunhas como do grupo de servidores da prefeitura, e admitiu que revidou.

“Eu fui agredido com socos e bati nele também, em legítima defesa. Vou registrar um boletim de ocorrência”. Na hora, Élcio realizava uma transmissão ao vivo para a rádio onde trabalha.

O homem que o agrediu não quis falar com a imprensa. “Não vou falar com vocês. Mas vou registrar um boletim de ocorrência”, declarou.

Além da briga, secretárias e ex-funcionários de Bernal, como Ritva Vieira, Dharleng Campos e Paulo Pedra protestavam contra o encerramento da sessão próximos da presidência da Casa. O presidente João Rocha (PSDB) saiu da sua sala, onde está reunido com o presidente do Sisem Marcos Tabosa para pedir silêncio.

O parlamentar também afirmou que a segurança da Casa seria acionada caso a “bagunça” continuasse. Revoltados, os servidores da Prefeitura tentavam liberar o acesso dos demais à Câmara, que fechou as portas por conta da confusão.

Pouco depois, a Casa foi reaberta. A vereadora Luiza Ribeiro (PPS) chamou a atitude o presidente de descabida. “Várias vezes fizeram sessão com mais tumulto até dez da noite e não encerraram, agora resolveram terminar. Não dá para entender”, reclamou.

Assessores da Câmara confirmaram que o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado para atender o radialista e a mulher. Ambos permanecem no local. 

Jornal Midiamax