Política

Após fracasso nas urnas, PT diz que não vai apoiar ninguém no 2º turno

Partido teve pouco mais de 8 mil votos para prefeito

Ludyney Moura Publicado em 07/10/2016, às 13h28

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Partido teve pouco mais de 8 mil votos para prefeito

O PT foi o partido que mais perdeu nas eleições de domingo (2), não elegeu nenhum prefeito em Mato Grosso do Sul, diferente de 2012 quando saiu vitorioso em 14 cidades do Estado. Na Capital, teve apenas 8.482 votos e agora decidiu não apoiar nenhum dos candidatos que restaram na disputa pela Prefeitura de Campo Grande.

A executiva municipal do Partido dos Trabalhadores, que elegeu apenas um vereador em Campo Grande, divulgou uma nota nesta sexta-feira (5), revelou que seguiu orientação nacional de não apoiar PSD e PSDB.

“Não podemos deixar de lembrar que nossa candidatura também sofreu com a campanha ofensiva desferida contra o PT pela mídia monopolizada e os aparatados da classe dominante, por meio das operações “boca de urna”, com o único objetivo de criminalizar o partido, que resultou na derrota profunda do campo democrático-popular e no avanço conservador no Estado”, diz trecho da nota.

Uma das justificativas para não apoiar Marquinhos Trad (PSD) ou Rose Modesto (PSDB) é que os dois partidos apoiaram o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), classificado de ‘golpe parlamentar’ pelos petistas, que também são contrários a projetos em discussão no Congresso Nacional, como a reforma do ensino médio e alterações na exploração do Pré-sal, defendido por tucanos e sociais-democratas.   

“Ao lado dos campo-grandenses, do povo brasileiro, dos demais partidos progressistas e dos movimentos sociais, nós, petistas continuaremos, nas urnas e nas ruas, a lutar contra o governo usurpador e a retirada de direitos e por uma Campo Grande com desenvolvimento econômico social e sustentável, em que as pessoas possam compartilhar a gestão”, diz a nota assinada pela presidente municipal do PT, Maria Rosana. 

Jornal Midiamax