Política

Após derrotas, PMDB inicia guerra eleitoral atacando gestão de Bernal

Na TV a sigla mostra ruas esburacadas da Capital

Jessica Benitez Publicado em 28/02/2016, às 17h24

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Na TV a sigla mostra ruas esburacadas da Capital

Depois de dois fracassos seguidos nas eleições para a Prefeitura de Campo Grande e o governo do Estado, em 2012 e 2014, o PMDB partiu para o ataque para tentar recuperar o comando da Capital este ano. O partido elaborou propaganda criticando a gestão do prefeito Alcides Bernal (PP), mas sem citá-lo.

No vídeo divulgado durante o comercial na televisão, a sigla compara situação em que a cidade se encontra com a época em que o PMDB estava à frente da gestão. As ruas esburacadas são o maior alvo. Além das imagens de buracos nos asfalto, foram utilizadas entrevistas com motoristas relatando os prejuízos que já tiveram por conta das vias em más condições.

A cúpula lembra os serviços de recapeamento feitos de 2012 para trás, tendo como carro-chefe a Avenida Afonso Pena. André Puccinelli permaneceu na prefeitura por dois mandatos, de 1997 a 2005, depois Nelson Trad Filho, hoje do PTB, conseguiu a sucessão e também cumpriu dois mandatos. 

No pleito de 2012 o então peemedebista Edson Giroto disputou o Executivo municipal, chegou ao segundo turno, mas foi derrotado por Bernal. Dois anos depois, quando Puccinelli fundava o segundo mandato como governador do Estado, a legenda tentou repetir o que foi feito na Prefeitura. Nelsinho tentou a sucessão estadual, porém sequer chegou à segunda fase do pleito.

As operações realizadas do ano passado para cá contribuíram negativamente à cúpula. Depois de anos na presidência da Câmara Municipal, o PMDB perdeu o principal lugar na mesa diretora. Isso porque o então presidente Mario Cesar foi afastado da Casa de Leis em agosto de 2015 devido à Coffee Break e só conseguiu retornar três meses depois.

Ele acabou renunciado à função e os vereadores elegeram João Rocha (PSDB) para substituí-lo. Além disso, a investigação Lama Asfáltica também pode causar danos à legenda neste ano eleitoral. Em julho a apuração estourou com 19 mandados de busca e apreensão sendo cumpridos. Na mira da investigação estava contratos firmados entre o poder público e empreiteiras suspeitas de fraude.

As gestões passadas estavam justamente nas mãos do PMDB. Para se ter ideia, Giroto, ex-secretário de Obras de Puccinelli, foi preso, juntamente com João Amorim, proprietário da Proteco Construções, ex-cunhado de Nelsinho, irmão da deputada estadual e ex-primeira-dama Antonieta Amorim e amigo do ex-governador. Tanto que a empreiteira fez doações de campanha milionárias ao PMDB.

O ex-governador, por sua vez, enfrenta ação de improbidade administrativa ingressada pela força-tarefa da Lama Asfáltica. Segundo o MPE, empresas ligadas ao empresário João Baird, principalmente a Itel Informática, embolsaram mais de R$ 252 milhões do Executivo estadual com serviços terceirizados em sua maioria de forma irregular.

Jornal Midiamax