Política

Advogados de João Baird solicitam que justiça devolva celular de empresário

Além do aparelho, eles pediram o chip e uma cópia da perícia

Midiamax Publicado em 16/05/2016, às 14h48

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Foto: Midiamax/Arquivo/Cleber Gellio

Além do aparelho, eles pediram o chip e uma cópia da perícia

Os advogados do empresário João Roberto Baird, dono da Itel Informática, José Wanderley Bezerra Alves, Gustavo Marques Ferreira e Antonio Ferreira Júnior, solicitaram ao TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), que seja devolvido o aparelho de celular de Baird, justificando que a perícia já foi feita no aparelho.

No pedido de restituição, os advogados requerem ainda o respectivo chip e solicitam ainda uma cópia integral da perícia realizada no aparelho, dados estes, que segundo eles, estão em CD. O celular foi apreendido no dia 25 de agosto de 2015, data em que foi deflagrada Operação Coffee Break. O celular é da marca Apple, modelo iPhone 6.

Esta por sua vez, investiga suposta compra de votos para a cassação do agora, prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP), articulado pelo então vice-prefeito da Capital Gilmar Olarte e atualmente prefeito afastado, juntamente com o, na época, presidente da Câmara de Vereadores Mario Cesar.

Juntamente com eles, está sob investigações, o envolvimento de vários vereadores e empresários da cidade, sendo um deles, João Baird. Desta forma, todos citados e identificados nas gravações telefônicas, tiveram seus aparelhos apreendidos pelo polícia. Os vereadores já pegaram de volta seus celulares.

Toda a operação, quando foi deflagrada, resultou de imediato, no afastamento de Olarte da prefeitura e Mario Cesar da Câmara e automaticamente da presidência da casa. Hoje ele está como mais um parlamentar e Olarte segue tentando retornar ao seu cargo na justiça.

Na época de deflagração foram expedidos 17 mandados de busca e apreensão, a maioria na residência de vereadores, e a condução coercitiva de 13 pessoas, sendo nove parlamentares, um ex-vereador e três empresários. Os investigados foram ouvidos sob suspeita de corrupção passiva e ativa.

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