Política

Advogado vai ao Gaeco e diz que Amorim presta depoimento ainda nesta terça

Operação Midas foi deflagrada

Jessica Benitez Publicado em 20/09/2016, às 18h09

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Operação Midas foi deflagrada

O advogado Benedicto Figueiredo Neto, que defende o empresário João Amorim dono da Proteco Construções, chegou ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) no início da tarde desta terça-feira (20) e disse que ainda não teve acesso à denúncia da Operação Midas, deflagrada nesta manhã. Ele credita que o cliente vá depor ainda nesta tarde.

Também chegou há pouco a defesa do procurador da Câmara de Campo Grande e ex-secretário titular da Seplanfic (Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Controle) durante a gestão de Gilmar Olarte (sem partido), André Scaff. O advogado se identificou como Antônio Ferreira e disse que foi ao Gaeco para ter mais detalhes sobre a operação.

Scaff e a esposa Karina Mauro tiveram prisão preventiva decretada e prestaram depoimento na sede do órgão. No período da tarde a movimentação continua, já que outras 22 pessoas serão intimadas a depor. O Gaeco pediu a condução coercitiva deles, mas o juiz negou da 1º Vara do Tribunal do Júri Carlos Alberto Garcete.

Serão intimados André Luis dos Santos, Andreia Silva de Lima, o empreiteiro Ariel Raghiant, os vereadores Carlos Augusto Borges (Carlão) e Flávio César, Guilherme Muller, o empreiteiro João Abib Mansour, João Krampe Amorim dos Santos e José Audax Oliva, Luiz Moreno Bisogenin, Luciano Fonseca Copola, Mariana Andrade D’Ávila Roumar Aparecido Moura, Orlando Torres Silva, Paulo Pedra, Pedro Marilto Vidal de Paula, Reginaldo João Bacha, Reginaldo Schetini Figueiredo, Riocardo Teixeira Albanese, Sandra Maristela Mondragon, Vanderson Prado Rodrigues e Conrado Jacobina, irmão da vereadora Carla Stephanini e do procurador de Justiça Rodrigo Stephanini.

Todos são investigados por supostamente fazerem parte do esquema. Scaff teria recebido propina dos empresários para realizar aditamentos e renovação de contratos na Prefeitura, durante a gestão de Olarte.

O Gaeco apurou que procurador da Câmara tem um “robusto sistema de transações imobiliárias”, conforme consta nos autos, com vários imóveis em seu nome, fato que não condiz com a sua renda, de acordo com os preços de mercado das propriedades.

Jornal Midiamax