12 pessoas ainda permanecem presas

Três dias após a deflagração da operação Fazendas de Lama, que culminou na prisão de 15 pessoas supostamente envolvidas em crimes de lavagem de dinheiro, os defensores denunciam atraso na entrega dos autos para elaboração de defesa e na demora. O prazo de validade das prisões temporárias emitidas pela operação vencem amanhã e recursos já apresentados também não foram respondidos.

O advogado Valeriano Foutoura, por exemplo, que defende Edson Giroto e sua esposa Rachel Giroto, afirmou que só teve acesso a todos os processos ada Operação Lama Asfáltica no fim da tarde de ontem (12) e que “está analisando melhores medidas para serem adotadas”. Já Renê Siufi, que defende o ex-governador André Puccinelli (PMDB), informou que fez um requerimento ontem, mas ainda não teve acesso aos autos.

Marcos Ferreira impetrou ontem pedido de revogação da prisão temporária de seu cliente, o comerciante de Rio Negro, Evaldo Furrer Matos, mas ainda não obteve resposta da Justiça. Segundo o advogado, Evaldo estava na sede da PF e foi transferido para a sede do Garras em Campo Grande.

Marcos explica que não há prazo estipulado para ter uma resposta do pedido. Segundo ele, caso não haja prorrogação, a ordem de prisão de Evaldo termina à meia-noite de sábado para domingo, mas a expectativa é de obter parecer favorável do pedido de revogação da temporária, sendo assim Evaldo pode ser solto antes.

Dos total de 15 presos, apenas três deixaram as celas e cumprem pisão domiciliar. É o caso de Rachel Giroto, Mariane Mariano de Oliveira, que teve um filho há 24 dias, e Elza Cristina Araujo.

Já João Amorim, Edson Giroto, Hélio Yudi e Wilson Roberto Mariano estão em celas da Denar (Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos). As filhas de Amorim, Ana Paula, Ana Lúcia, e Renata Amorim, assim como Maria Casanova permanecem na 3ª DP da Capital.

O ex-secretário estadual adjunto de Fazenda, André Luiz Cance e o empresário Flávio Henrique Garcia Scrocchio, que chegou chegou ontem (11) à Superintendência da PF trazido pelos policiais de Tanabi, interior de São Paulo, onde mora com a família, estavam presos na Polícia Federal e não há informações de que tenham sido transferidos.

Fazendas de Lama

nova fase da Operação Lama Asfáltica foi feita em conjunto com a Controladoria Geral da União e Receita Federal. A PF já apreendeu com o grupo R$ 640 mil e bloqueou R$ 43 milhões

De acordo com a PF, a objetivo foi apurar procedimentos utilizados pelos investigados na aquisição de propriedades rurais com recursos públicos desviados de contratos de obras públicas, fraudes em licitações e recebimento de propinas, resultando também em crimes de lavagem de dinheiro.

Apenas em Mato Grosso do Sul foram detectados 66 mil hectares em fazendas que teriam sido compradas pelo grupo, nos municípios de Rio Negro, Corumbá, Aquidauana, Anastácio, Jaraguari e Figueirão, além de propriedades em cidades no interior paulista.