Política

Advogado de Amorim e Elza diz que não sabe razão da prisão

Dupla é acusada de participar de esquema de desvio de verba pública

Ludyney Moura Publicado em 10/05/2016, às 13h19

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Dupla é acusada de participar de esquema de desvio de verba pública

O empresário João Amorim, proprietário da Proteco Engenharia, e sua secretária e sócia, Elza Cristina dos Santos, foram presos na manhã desta terça-feira (10) pela Polícia Federal, e o advogado da dupla afirmou desconhecer o motivo da detenção.

“Não tive acesso ao inquérito”, revelou Benedito Figueiredo. O advogado disse que vai solicitar à Polícia Federal documentos do processo que culminou com pedido de prisão de seus clientes.

Os dois, além do ex-deputado federal e ex-secretário de obras do Estado, Edson Giroto, o ex-adjunto da fazenda, André Luis Cance, foram presos sob acusação de participarem de um esquema de desvios de recursos de contratos de obras públicas, fraudes em licitações e recebimento de propinas, e crimes de lavagem de dinheiro.

O ex-governador André Puccinelli (PMDB) também foi alvo da operação, mas não foi preso, apenas teve a casa vasculhada por agentes da PF e da Receita Federal.

Operação

Com um efetivo de 201 policiais federais, 28 da Controladoria Geral da União e 44 da Receita Federal estão sendo cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão temporária, bem como 24 mandados de sequestro de bens de investigados.

As medidas estão sendo cumpridas nos municípios de Campo Grande/MS, Rio Negro/MS, Curitiba/PR, Maringá/PR, Presidente Prudente/SP e Tanabi/SP. As investigações s em referência a procedimentos utilizados pelos investigados na aquisição de propriedades rurais com recursos públicos desviados de contratos de obras públicas, fraudes em licitações e recebimento de propinas, resultando também em crimes de lavagem de dinheiro.

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