Política

Vereadores da base admitem que devem abrir comissão processante

Vereadores fazem leitura do pedido de abertura

Evelin Cáceres Publicado em 13/08/2015, às 13h46

None
saraiva.jpg

Vereadores fazem leitura do pedido de abertura

O vereador Airton Saraiva (DEM) admitiu, durante leitura do requerimento da oposição de abertura da comissão processante, que os vereadores devem votar a favor da abertura das investigações nesta quinta-feira (13). “Vou votar para abrir, mas somente por um item, que é a investigação do Gaeco feita contra ele, já que o Tribunal de Justiça o admitiu como réu”.

Pela manhã, antes da sessão, outros vereadores admitiram que mudaram o voto após a sessão do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). O vereador Carlão (PSB), por exemplo, está decidido a votar sim, por entender que o prefeito terá mais tempo para se justificar. “Agora a Câmara tem que abrir esta processante. Não tem como não abrir. Ele tem que se defender. Com a processante tem mais tempo para se defender. A Câmara tem que fazer a parte dela. O Tribunal já sinalizou por unanimidade que tem que investigar. Não é improbidade, é criminal, mas acho que a Câmara tem que abrir também”, opinou.

O vereador disse que conversou com alguns colegas ontem e observou que a tendência é de abertura da processante. “Acho que com vinte votos ou mais, a Câmara abre a processante hoje”, avaliou.

O vereador Chiquinho Telles (PSD) achava, até ontem, que a comissão tinha mornado com o processo. Mas hoje já mudou de opinião e acredita na abertura. “Acho que não tem como não abrir. Tenho quase certeza que vai ser instalada”, opinou.

O voto de Chiquinho deve ser acompanhado pela bancada do PSD (Delei Pinheiro e Coringa) que tende a votar unida. O vereador Coringa (PSD) não falou se diz sim ou não, mas declarou que votará em conjunto com o colegas. Ele ponderou que o posicionamento da bancada terá como base um item do pedido de processante, que ontem foi aceito pelo TJMS, no caso o processo por corrupção passiva.

A oposição precisa de 20, dos 29 vereadores, para conseguir a processante contra Gilmar Olarte (PP), que por sua vez, precisa de apenas dez votos para barrar. A base garante que a cidade não tem mais condições de enfrentar uma processante. Já a oposição alega que os vereadores têm obrigação de investigar. 

Jornal Midiamax