Política

União entre índio e ruralista encerra protesto em Campo Grande

Juntos, eles pretendem lutar pela demarcação de terras

Jessica Benitez Publicado em 16/08/2015, às 21h10

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Juntos, eles pretendem lutar pela demarcação de terras

Para finalizar o protesto contra o Governo Federal, representantes dos índios e dos ruralistas ocuparam palco na Praça do Rádio para pedir união entre eles com intuito de lutarem juntos pela demarcação de terras em Mato Grosso do Sul. O convite partiu do movimento Pátria Livre para desmistificar o assunto. Eles esclareceram que não existe guerra.

O presidente da Associação Estadual do Direito Indígena, Danilo Luiz, disse que muitas pessoas não sabem muito sobre a questão agrária porque só acompanham pelo noticiário. “Não estamos em situação de animosidade, queremos desmistificar essa situação, não estamos em pé de guerra”, falou.

Ao lado dele estava a advogada e fazendeira, Luana Ruiz, defendendo que os índios merecem políticas responsáveis que lhe dêem dignidade e não o retorno a uma cultura que já não existe. “Precisamos estar juntos para pressionar os governos que são os responsáveis por finalizar esse conflito”, disse.

Uma das coordenadoras do manifesto, Fabrícia Salles, se emocionou com as declarações da dupla e classificou o momento de paz como o mais importante de hoje. Para ela toda essa situação traz muita tristeza para ambos os lados e tanto o Partido dos Trabalhadores, quanto o CIMI (Conselho Indigenista Missionário) influenciam os indígenas a invadirem terras sem perguntar para eles o que realmente querem.

“Eles só acirram o conflito. Os índios só solo para produzir”, disse a representante do Pátria Livre. Ela acrescentou que o evento foi satisfatório independente da quantidade de pessoas que estiveram presentes. Segundo a Polícia Militar 3 mil pessoas foram ao manifesto, a organização não fez a contabilização.

Jornal Midiamax