Política

TJ promete novas regras e ‘rigidez’ contra vazamentos em processos

Presidente do TJMS admitiu que situação foi constrangedora

Kemila Pellin Publicado em 02/10/2015, às 19h44

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Presidente do TJMS admitiu que situação foi constrangedora

Depois que o pedido de prisão do empresário João Kramp Amorim e do prefeito afastado Gilmar Olarte, envolvidos na Operação Coffee Breack, vazou para imprensa, o presidente do TJMS (Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul) João Maria Lós, disse que já foram determinados estudos para estabelecer regras mais rígidas quanto a movimentação desse processo. Lós admitiu que o vazamento foi vergonhoso e constrangedor, tanto para o MP (Ministério Público), quanto para o TJ.

“Eu já determinei estudos no sentido de regulamentar e estabelecer regrar rígidas quanto a movimentação desse processo, inclusive com funcionários compromissados, juramentados, para evitar qualquer vazamento de informação, que estão sendo feito em convenio com o MP e com a Defensoria Pública”, explicou o presidente.

Lós também destacou que, apesar de contrangedor, o vazamento não atrapalhou o andamento do processo, uma vez que Amorim se entregou a Justiça na manhã desta quinta-feira (1º), e Olarte compareceu ao 3º delegacia de Polícia Civil de Campo Grande. “Como os dois se entregaram, eu acredito que para efeito do processo, não houve grandes danos, mas isso não pode ser repetir”, afirma.

O presidente ainda reforçou, que apesar de não estar livre isso, ele acredita que o vazamento das informações não deve ter saído do TJ. “Tenho plena certeza que pelo Tribunal não vazou isso. Porque antes que nós tivéssemos acesso, o relator do processo tivesse acesso ao documento, a noticia já havia sido vazada para imprensa e para as redes sociais. Então seguramente não é de la”.

As informações sobre o pedido de prisão da dupla, e afastamento de 17 vereadores da Câmara, foram divulgadas na quarta-feira (28) no início da noite. Olarte e Amorim são investigados por participação no esquema, que envolve, supostamente, compra de votos de vereadores, para cassar mandato do prefeito Alcides Bernal (PP), em março de 2014.

Jornal Midiamax