Política

Simone vê chance de Senado acatar pedido de impeachment de Dilma

Aliados da presidente Dilma comemoram decisão do STF que 'empoderou' Senado

Ludyney Moura Publicado em 18/12/2015, às 12h43

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Aliados da presidente Dilma comemoram decisão do STF que 'empoderou' Senado

A senadora sul-mato-grossense Simone Tebet (PMDB) afirmou ao Jornal Midiamax na manhã desta sexta-feira (18) que acredita que é possivel que os colegas acatem o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) deu ao Senado Federal a palavra final sobre o afastamento.

“Decidiram (os ministros do STF) que é por maioria simples, a admissibilidade no Senado, não o mérito. Então, não vejo muita dificuldade (em aceitar a tramitação do impeachment), principalmente por já ter sido aprovado pela Câmara Federal”, argumentou a peemedebista.

Na quinta-feira (17), o Supremo anulou a comissão pró-afastamento da presidente que havia sido criada na Câmara depois de uma sessão tumultuada na semana passada. Agora, a Câmara terá eleição aberta para composição de uma especial responsável por elaborar o parecer do pedido de impeachment.

A medida foi vista como uma derrota para o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Outra decisão do STF foi determinar que cabe ao Senado decidir sobre a instauração do afastamento de Dilma, caso os deputados (necessário aval de 342 dos 512 parlamentares) optem pela abertura do processo de impeachment.

“Os ministros do STF atribuíram ao Senado papel central no processo de impeachment. Atribuíram ao Senado até mesmo o poder de extinguir o processo antes de sua instauração. Não interpreto a Constituição Federal e o regimento dessa forma, mas decisão judicial definitiva não se discute, se cumpre”, argumento Simone.

Para que a presidente seja afastada por 180 dias, até julgamento final do caso, a Câmara precisa aprovar o processo e o Senado autorizar o rito. Governistas acreditam que entre os senadores a possibilidade de vitória da petista seja maior que entre os deputados. 

Jornal Midiamax