Política

Risco de afastamento aumenta tensão e esfria candidaturas na Câmara

Pré-candidaturas a presidente esfriaram

Midiamax Publicado em 30/09/2015, às 09h40

None
camara_plenario.jpg

Pré-candidaturas a presidente esfriaram

Chegou como um balde de água fria para a Câmara a notícia de que o Ministério Público Estadual pediu para a Justiça afastar 17 dos 29 vereadores de Campo Grande. Até então, o clima era de escolha do próximo presidente, visto que corria o boato de que Mario Cesar (PMDB) renunciaria a qualquer momento.

Na expectativa, vereadores se dividiam entre os dois pré-candidatos: João Rocha (PSDB) e Flávio César (PTdoB). Todavia, com a notícia de possível afastamento, os vereadores tendem a esquecer a briga pela presidência, visto que eles podem acabar ficando na mesma situação de Mario Cesar, afastado pela Justiça.

O pedido do Ministério Público aumentou ainda mais a tensão na Câmara. Antes, oito vereadores estavam na berlinda, correndo risco de afastamento. Agora, este número ampliou para 17, deixando o clima ainda mais pesado.

O pedido do Ministério Público provocou muita revolta nos vereadores. Muitos alegam que não são investigados e, por isso, o Gaeco não teria motivo para pedir o afastamento deles. Os oito que não estão investigados esperam que o estrago seja mínimo, com afastamento apenas dos que figuram como investigados.

Os vereadores Paulo Siufi (PMDB), Edil Albuquerque (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Jamal (PR), Carlão (PSB), Edson Shimabukuro (PTB) e Gilmar da Cruz (PRB) enfrentam processo como investigados.

Outros vereadores não figuram como investigados, mas também sofrem pedido de afastamento: Coringa (PSD), Chiquinho Telles (PSD), Delei Pinheiro (PSD), João Rocha (PSDB), Flávio César (PTdoB), Otávio Trad (PTdoB), Eduardo Romero (PTdoB) e Carla Stephanini (PMDB) estão entre os que tiveram pedido de afastamento solicitado pelo Gaeco.

Além dos pedidos de afastamento, o Ministério Público ainda solicitou a prisão do vice-prefeito afastado, Gilmar Olarte (PP), e do empreiteiro João Amorim. As solicitações têm como base as investigações da Coffee Break, que apura suposta operação para cassar o mandato de Alcides Bernal (PP), por meio de compra de votos por dinheiro ou oferecimento de cargos.

Jornal Midiamax