Política

Reclamando de pesquisas do PMDB, Marçal Filho vai para o PSDB

Ex-deputado oficializa filiação no dia 20

Evelin Cáceres Publicado em 11/06/2015, às 13h26

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Ex-deputado oficializa filiação no dia 20

Insatisfeito com pesquisas do PMDB, o ex-deputado federal Marçal Filho confirmou na manhã desta quinta-feira (11) que vai deixar o partido e oficializa sua filiação aos tucanos no próximo dia 20 em Campo Grande, na convenção estadual do PSDB.

Marçal declarou sua insatisfação com os peemedebistas em Dourados e destaca que o deputado federal Geraldo Resende, que é o presidente municipal do partido, comanda e monopoliza a sigla.

A decisão foi tomada após a visita do ex-governador André Puccinelli, que foi recebido, segundo Marçal, “por uma questão de amizade, cortesia e elegância”. “Ele (André) veio e tentou me convencer a ficar no PMDB, Mas deixou claro que o candidato do partido é o Geraldo e que não ia se meter na direção daqui de Dourados. Eu já estava resolvido e agora vou oficializar”, declarou.

A mágoa de Marçal com o PMDB vem desde a definição do candidato a prefeito em 2012 na cidade. Apesar de configurar como líder nas famosas pesquisas de intenção de votos dos peemedebistas, Marçal não ganhou o apoio garantido em conversas com Geraldo.

“Apesar de terem me dado a palavra e eu ser melhor nas pesquisas, não tive o apoio na hora da votação do partido. Mesmo as pesquisas dentro do PMDB não acabam garantindo uma candidatura”, criticou.

O ex-deputado disse não ter nenhuma insatisfação com o diretório nacional, nem o estadual. “Sou amigo do Michel Temer, Eduardo Cunha e demais membros do PMDB. Mas aqui em Dourados o projeto do partido só gira em torno dele (Geraldo Resende)”.

Apesar de voltar a ser tucano, o ex-deputado disse que não há garantias de que vá sair candidato pelo partido. “Vamos nos esforçar e construir uma história política e um projeto junto com as lideranças comunitárias para avaliar uma possível candidatura”.

A vereadora Délia Razuk, importante liderança peemedebista em Dourados, também se diz insatisfeita com o partido e sinaliza mudar de sigla. Ela também surge como opção para as eleições municipais em 2016, mas não confirma para qual partido poderia ir.

“Estou esperando uma brecha na reforma política para poder mudar de partido sem perder a minha candidatura. Mas a única coisa que posso declarar agora é que sigo insatisfeita com o PMDB em Dourados”, resumiu a vereadora.

Jornal Midiamax