Política

Quem são os ‘coadjuvantes’ presos por suspeita de desvios na gestão Puccinelli

Lista tem de ex-secretário a ex-deputado estadual

Guilherme Cavalcante Publicado em 10/11/2015, às 20h46

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Lista tem de ex-secretário a ex-deputado estadual

Com o decreto de prisão temporária de nove investigados na Operação Lama Asfáltica, na manhã desta terça-feira (10), todos holofotes se voltaram para o ex-deputado federal e presidente estadual do Partido Republicano (PR) Edson Giroto e para o empresário João Alberto Krampe Amorim dos Santos, dono da empresa Proteco. Por cinco dias, eles ficarão detidos em celas do Garras (Delegacia Especializada na Repressão a Roubo, a Sequestro e a Assalto a Banco).

No entanto, outros 'personagens ilustres' da política sul-mato-grossense e do escândalo em torno das propinas também estão entre os detidos nesta manhã, dentre eles o ex-secretário de obras do ex-governador André Puccinelli, Wilson Cabral Tavares; o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Paranaíba, Wilson Roberto Mariano de Oliveira; A ex-diretora-presidente da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), Maria Wilma Casanova Rosa, também durante a gestão de Pucinelli; e Elza Cristina Araújo dos Santos Amaral, apontada como a 'tesoureira' de João Alberto Krampe Amorim dos Santos no esquema de pagamento de propinas. Confira a lista com os 'currículos' dos outros sete detidos nesta terça-feira:

Wilson Cabral Tavares – Engenharia civil, foi servidor da Prefeitura Municipal de Campo Grande, chegando a ser diretor executivo da antiga Secretaria Municipal de Serviços e Obras Públicas (Sesop, atual Seintrha) entre 1997 e 2006. Em 2007, foi secretário de Governo  de Nelsinho Trad (PMDB) na Prefeitura de Campo Grande. Na primeira gestão de André Puccinelli, Tavares foi diretor-executivo e diretor-presidente da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos). Também foi, em 2008, presidente do Conselho de Administração da Sanesul e assumiu, em 2011, a Secretaria de Obras Públicas do governo do Estado após o afastamento de Edson Giroto, então eleito deputado federal.

Wilson Roberto Mariano de Oliveira – Também conhecido como Beto Mariano, ele é ex-deputado estadual, ex-prefeito de Paranaíba e funcionário de carreira da Agesul. Foi nome forte na Secretaria de Obras durante a gestão de Edson Giroto, 2007. Foi cotado, em 2012, para assumir a superintendência regional do DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte), também por ser um dos braços direitos de Giroto, com quem protagonizou investigação em inquérito do MPE (Ministério Público Estadual) que apurou irregularidade na aquisição de uma fazenda de 1,1 mil hectares em Coxim.

Elza Cristina Araújo dos Santos Amaral – Sócia e secretária de João Alberto Krampe Amorim dos Santos, que é apontada como responsável pelo pagamentos de propina e que também agilizava junto à Agesul a liberação das verbas para as empresas do grupo de João Amorim que prestavam serviços ao governo do Estado.

Maria Wilma Casanova Rosa – Ex-diretora-presidente da Agesul durante a gestão de André Puccinelli e chefe de gabinete de Giroto quando ele atuava como secretário executivo do Ministério dos Transportes, antes da operação Lama Asfáltica ser deflagrada.

Átila Garcia Gomes Tiago de Souza – Engenheiro civil, foi chefe da 17ª Residência Regional da Agesul em Rio Negro.

Maxwell Thomé Gomez – Engenheiro civil, foi chefe da 10ª Residência Regional da Agesul em Coxim e tesoureiro do Crea/MS no biênio de set/2010 a set/2012.

Rômulo Tadeu Menossi – engenheiro Civil da Delta Construções em Mato Grosso do Sul, pivô das investigações da operação Lama Asfáltica, e diretor técnico da Proteco, empresa de João Amorim.

Vale lembrar que as prisões temporárias decretadas se referem às irregularidades de apenas uma obra – um contrato de R$ 2,9 milhões que  previa a recuperação da estrutura da faixa de rolamento da rodovia MS-228, "com aplicação de revestimento primário e implantação de dispositivos de drenagens, numa extensão de 42 km", entre o KM 35 e KM 77, na região de Corumbá. outros contratos e licitações ainda estão sendo investigados, o que pode fazer a lista de presos aumentar.

Jornal Midiamax