Política

Queda de receita dificulta ganho real a servidores, afirma governador

Reinaldo alega que seu antecessor já antecipou reajuste

Ludyney Moura Publicado em 27/04/2015, às 21h39

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Reinaldo alega que seu antecessor já antecipou reajuste

A aproximação da data-base dos trabalhadores brasileiros coloca patrões e empregados na mesa de negociação. Servidores e governo também preparam acordo, porém enquanto sindicatos querem ‘ganho real’, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) alega queda de receitas e impossibilidade de conceder aumento.

“Os servidores já tiveram uma antecipação de data-base porque todas as categorias tiveram um aumento em dezembro, e quem pagou essa conta foi o nosso mandato. Vamos sentar com os servidores e mostrar isso. Não tem espaço financeiro, estamos com queda de receita, mas mesmo com dificuldade garantimos o aumento dado em dezembro”, afirmou Reinaldo na tarde desta segunda-feira (27) durante agenda pública.

No final da semana passada o governo instituiu um fórum de negociação entre as entidades e sindicatos de diversas categorias, que esperam iniciar nesta semana os diálogos com a administração tucana para garantir o reajuste dos servidores.

“Encaminhamos para o governo uma proposta de 12% de reajuste linear, que é a inflação dos 12 últimos meses, mais um ganho real. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado do último ano foi de 7,29%”, afirmou do presidente do Sindsad (Sindicato dos Servidores de Administração do Estado de Mato Grosso do Sul), Lilian Fernandes.

Juntas, outras quatro categorias de militares, ACS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul) – Associação dos Oficiais Militares e as Associações de Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros  também esperam uma posição do governo.

“Pedimos audiência e entre hoje e amanhã vamos bater na porta da governadoria. Vamos levar uma proposta, tomamos cuidado para não divulgar valores, para não assustar ninguém”, afirmou Edmar Soares, presidente da ACS, que pelo menos por ora, descarta qualquer movimento como o praticado em 2013, de ‘aquartelamento’ para valorização da categoria.

Edmar afirma que sua proposta vai beneficiar quase nove mil servidores, enquanto Lilian representa outros sete mil funcionários do governo estadual.

“Estamos discutindo, se as receitas melhorarem, de repente podemos fazer uma antecipação. Todas as categorias tiveram aumento de 2014, que começou a valer em janeiro de 2015. Tem várias reuniões marcadas, onde serão apresentados números e valores , mostrando também queda de receita que impossibilita. Tivemos queda praticamente nos três primeiros meses. Abril parece que começa a fechar nos mesmos patamares do ano anterior, já mostra uma sinalização positiva”, finalizou Reinaldo. 

Jornal Midiamax