Política

Protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas contou com poucos políticos

Apenas dois vereadores foram vistos

Midiamax Publicado em 16/08/2015, às 21h47

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Apenas dois vereadores foram vistos

Em meio a Lama Asfáltica, operação que colocou em xeque contratos do poder público do Estado com as empreiteiras, e a recente abertura da comissão processante contra o prefeito Gilmar Olarte (PP), poucos políticos foram vistos no movimento contra a presidente da República, Dilma Rousseff (PT). Neste domingo (16), foi promovido o terceiro movimento deste ano contra o governo, na Praça do Rádio, em Campo Grande. O evento reuniu 3 mil pessoas, conforme estimativa da Polícia Militar.

Os vereadores Luiza Ribeiro (PPS) e José Chadid (sem partido), além do secretário de Estado de Fazenda, Márcio Monteiro, participaram do protesto de hoje. Os parlamentares defenderam a pauta reivindicada no movimento, mas cobraram mais atenção ao cenário local, enquanto o titular da pasta estadual afirma que a população não está pedindo golpe contra Dilma, apenas expressando suas indignações.

Na quinta-feira (13), os vereadores aprovaram por unanimidade o pedido da oposição na Câmara Municipal de abertura de uma investigação contra Olarte. De seis itens incluídos no pedido, apenas um foi aprovado pelos vereadores, relativo à investigação que tornou o prefeito réu em ação criminal no TJ (Tribunal de Justiça).

Embora de forma tímida, alguns manifestantes protestaram contra a situação de Campo Grande, em especial a que envolve Olarte. Para eles, os vereadores da Capital têm de cumprir sua responsabilidade, no que diz respeito ao afastamento do chefe do executivo, uma vez que ele se tornou réu e existe lei que prevê a saída do prefeito ou vereador por 180 dias, quando estes estiverem envolvidos em investigação.

Diferente dos outros dois, o protesto de hoje não ganhou as ruas e se ateve à concentração na Praça do Rádio. O objetivo, segundo os organizadores do evento, era discutir e mostrar o cenário nacional, no que diz respeito à presidente da República e aos recentes escândalos de corrupção no Brasil.

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