Política

Protesto perde força, mas professores prometem acampar na Câmara

Além de salário, categoria aponta 'desmanche' na Semed

Midiamax Publicado em 02/07/2015, às 12h55

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Além de salário, categoria aponta ‘desmanche’ na Semed

Um grupo de professores da rede pública de ensino de Campo Grande promete, a partir desta quinta-feira (2), acampar no prédio da Câmara Municipal. A categoria está em greve desde o dia 25 de maio e, além de reajuste salarial, reclamam do que chamam de desmonte na Semed (Secretaria Municipal de Educação).

O presidente da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), Geraldo Gonçalves, diz que a ida até a Câmara é para “marcar espaço”. Ele diz que os professores acamparão no local a partir desta quinta.

Em síntese, a categoria pede 13,01% de reajuste e diz que flexibiliza ao aceitar, por exemplo, o pagamento do percentual parcelado em até dez vezes. A última proposta da Prefeitura, já rejeitada, é de 8,5% parcelados em seis vezes.

Além disso, Geraldo alega que atualmente ocorre um desmonte na Semed, com servidores de programas educacionais sendo remanejados para sala de aula. O sindicalista cita o Mais Educação e a coordenação pedagógica das escolas como ações “com resultado comprovado” que estariam ficando comprometidas.

O número de manifestantes nesta manhã na Câmara é menor do que em outros momentos da greve. Reflexo da “síndrome do avanço ou desistência”, diz Geraldo, falando que muita gente deixa de participar da manifestação no Legislativo por estar desacreditada em relação à ajuda de vereadores.

A greve atualmente atinge totalmente oito unidades municipais de ensino, segundo o dirigente da ACP. Há 72 paradas parcialmente e 29 com as atividades normais.

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