Política

Prefeito diz ter recebido reações positivas à nomeação de novo secretário

Professor, Marcelo Salomão tem greve como primeiro desafio

Midiamax Publicado em 13/07/2015, às 14h15

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Professor, Marcelo Salomão tem greve como primeiro desafio

O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), diz ter ficado mais tranquilo após reações positivas à nomeação do professor Marcelo Monteiro Salomão como titular da Semed (Secretaria Municipal de Educação), na manhã desta segunda-feira (13). Uma das primeiras missões do novo secretário é contornar impasse com a ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Básica) sobre reajuste salarial de professores.

“Temos uma pauta grande para passar ao secretário. Já conversamos com ele hoje, ele ficou de tomar conhecimento da situação e tentar resolver ainda antes do início das aulas”, comentou o presidente da ACP, Geraldo Gonçalves. Os professores pedem 13,01% de reajuste salarial, cobrando a chamada integralização do piso local ao nacional, e há divergência até sobre a amplitude da greve da categoria, deflagrada no fim de maio.

Segundo Olarte, “97% das escolas estão funcionando”. “Não é momento de greve. Assim que a situação de Campo Grande melhorar, vamos mudar as coisas. Estamos melhores que muitos municípios, porque já temos a previsão de quando vamos subir a ladeira, aí poderemos ampliar o debate”, disse o prefeito.

Já Geraldo diz que há 800 professores parados e 70 escolas da rede municipal funcionando apenas parcialmente em decorrência da greve. “Até o dia 27 (de julho), um dia antes de voltar às aulas, esperamos ter uma solução”, emenda o sindicalista.

“Que Deus nos dê sabedoria para transpor as barreiras sem perder, mesmo na guerra, a ternura e o equilíbrio”, defende Olarte. “O prefeito me pediu para ser honesto, honrado e prestar o serviço com dignidade. Vou seguir esta premissa, a educação passa por um momento difícil no País e no mundo ocidental. Mas eu, assim como senhor, não sou covarde. Vou trabalhar para tornar realidade o sonho de ter a educação como crescimento”, discursou Marcelo Salomão, que chegou a reclamar da falta de diálogo para solucionar a greve.

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