Política

Polêmica com Alceu Bueno é mais uma no extenso currículo da Câmara

Câmara coleciona vários escândalos na atual legislatura

Midiamax Publicado em 20/04/2015, às 10h47

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Câmara coleciona vários escândalos na atual legislatura

O recente escândalo envolvendo o vereador Alceu Bueno (PSL) é mais um para a coleção da Câmara de Campo Grande. Com o aumento no número de vereadores, de 21 para 29, a Câmara também conseguiu elevar o número de polêmicas.

No fim desta semana ganhou grande repercussão a prisão do ex-vereador Robson Martins por extorsão. Ele foi acusado de chantagear Alceu Bueno por suposto envolvimento extraconjugal com adolescente.

O caso ainda está em investigação, mas causou tremendo barulho neste fim de semana pela suspeita de que outras pessoas públicas possam estar envolvidas em suposta rede de prostituição com adolescentes.

Esta não é a primeira vez que Alceu Bueno está envolvido em escândalo. Ele, Mario Cesar, Paulo Pedra (PDT), Thais Helena (PT) e Delei Pinheiro (PSD) protagonizaram um dos casos que marcaram esta legislatura, quando denunciados por compra de voto Mario Cesar foi absolvido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, mas o restante perdeu a batalha no Estado e continua com mandato graças a liminar do Superior Tribunal de Justiça.

O vereador Paulo Siufi (PMDB) também contribuiu para as polêmicas envolvendo a Câmara. Ele foi acusado pelo ex-prefeito Alcides Bernal (PP) de ser mais um dos médicos fantasmas da Prefeitura de Campo Grande. Segundo Bernal, Siufi não comparecia para o trabalho no distrito de Aguão, mas recebia salário. A sindicância foi finalizada quando Dr. Jamal assumiu a Secretaria de Saúde.

Elizeu Dionizio (SD) deixou a Câmara para assumir mandato em Brasília, mas também causou polêmica ao ser investigado pelo Ministério Público Estadual (MPE) por suposta improbidade administrativa. O promotor Henrique Cândia apurou eventual ato de improbidade administrativa praticado, em tese, pelo vereador uma vez que ele é sócio-proprietário da Empresa Editora Neteser Ltda.-ME, prestadora de serviços a Órgão Públicos, contrariando a Lei Orgânica do Município e o Regimento Interno da Câmara de Campo Grande.

A polêmica surgiu no segundo semestre de 2013, quando documentos registraram que a Câmara tinha mais de R$ 3 mil em anúncios a uma revista que era de propriedade de Elizeu. Mais tarde o MPE acabou arquivando o inquérito.

Em setembro do ano passado foi a vez do vereador Ayrton do PT ganhar destaque. Ele se envolveu em um acidente de trânsito que acabou matando uma mulher de 35 anos no Bairro Coophavila II. Na ocasião o vereador foi embora e deixou o filho de 35 anos no local. Mais tarde ele passou mal e foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento do Universitário.

O processo do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que investigava Gilmar Olarte (PP), também colocou um trio de vereadores do PTdoB em situação constrangedora. Flávio Cesar, Otávio Trad e Eduardo Romero foram flagrados  em um encontro com o progressista, motivo pelo qual foram convocados a depor.

O encontro, segundo as investigações, aconteceu no apartamento do vereador Flávio Cesar, e todos os parlamentares ouvidos negaram que a pauta do encontro tenha sido votos pela cassação de Alcides Bernal (PP) em troca de cargos na Prefeitura. Os vereadores alegaram ao Gaeco que apenas ‘discutiram a participação do partido em um possível mandato de Gilmar Olarte’, e usaram como justificativa o fato de, até aquele momento, o PTdoB não ter indicado nenhum secretário à Prefeitura.

Coincidentemente, o encontro aconteceu na casa do vereador Flávio Cesar, o mesmo que assumiu a relatoria da comissão processante, aberta em outubro de 2013 para analisar a cassação do então prefeito Alcides Bernal (PP), que teve ainda como presidente Edil Albuquerque (PMDB), ex-vice-prefeito da gestão de Nelsinho Trad (PMDB) e Alceu Bueno (PSL).

A Câmara também desagradou a população em 2013, quando o Jornal Midiamax revelou contrato de R$ 76.647,50 dos vereadores com a Panificadora Tietê. O contrato obrigava a padaria a servir lanches uma vez ao dia, sempre às 7 horas, e com uma hora de antecedência nos eventos do período noturno, quando solicitado pela Câmara. Os vereadores minimizaram o caso e chegaram a dizer que continuariam com o café. Mas depois a população pressionou, chegou a quebrar a porta da Câmara durante manifestação e eles foram obrigados a cancelar a regalia.

Na época a equipe de reportagem apurou que um café da manhã na mesma padaria, com seis salgados, dois sanduíches mini sírio, 300 gramas de bolo caseiro, carolina de chocolate, suco de laranja e frutas diversas custava R$ 13,50 por pessoa. Com isso, constatou que o contrato de R$ 76.647,50 feito pelos vereadores, dividido pelo preço do café orçado, daria para servir café para 5.677 pessoas na Câmara.O cardápio, incluía água de coco, iogurte, granola, frutas, salgados, suco, salada de frutas, bolo caseiro com cobertura, café expresso, cappuccino, refrigerante, pão recheado, pão de centeio, queijo, tortas doces e salgadas e cuca.

Jornal Midiamax