Política

Petista de MS comemora ato que suspendeu comissão do impeachment

Zeca diz que o assunto já é passado

Jessica Benitez Publicado em 09/12/2015, às 12h54

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Zeca diz que o assunto já é passado

O deputado federal e ex-governador do Estado, José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, comemorou a suspensão da comissão especial composta para analisar pedido de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff (PT). Para ele, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), que impor a saída da petista com métodos próprios e autoritários.

Isso porque o peemedebista permitiu votação secreta para escolha dos integrantes da comissão, realizada no final da tarde de desta terça-feira (9). “Pra mim essa comissão já ficou no passado, agora o que vai valer é a decisão que o Supremo no próximo dia 16”, disse. A suspensão foi feita pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Edson Fachin, ontem à noite e vale até a próxima quarta-feira (16).

Na data o plenário da corte deverá julgar pedido liminar do PCdoB sobre a constitucionalidade da Lei 1.079/50, que regulamentou as normas de processo e julgamento do impeachment. A decisão impede a Câmara dos Deputados de instalar a comissão especial do impeachment até a decisão do Supremo sobre a validade da lei. Entre os questionamentos do ministro está a votação secreta.

“Essa foi um atitude que consideramos concreta. O voto secreto é uma agressão à democracia. O Cunha está tentando impor de qualquer jeito os métodos dele”, reforçou Zeca. A atitude de não deixar a votação às claras gerou bate boca a quase resultou em agressão entre os deputados.

“Isso é muito ruim para a imagem da Câmara até mesmo internacionalmente. É feio perante a sociedade e ao País. O DEM, PPS e PSDB querem de qualquer jeito mudar o resultado de eleição que perderam”, finalizou o petista se referindo ao pleito do ano passado no qual Dilma venceu o senador Aécio Neves (PSDB) no segundo turno. 

Jornal Midiamax