Política

Peemedebista diz que não tem cabimento partido ‘viver de golpe em golpe’

Esacheu diz que sempre foi contra a saída de Alcides Bernal

Midiamax Publicado em 25/02/2015, às 12h11

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Esacheu diz que sempre foi contra a saída de Alcides Bernal

O vice-presidente do PMDB, Esacheu Nascimento, é contra a saída do prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP). Indagado sobre a postura do partido em relação ao prefeito, o vice-presidente foi enfático, dizendo que uma eventual cassação de Gilmar Olarte seria assinar em baixo que o partido viverá de golpe em golpe.

“O que não cabe no meu ponto de vista é, a não ser que se assine em baixo que realmente o PMDB, no caso esta cúpula quer dar o golpe, é tirar o Olarte. O jogo da democracia é assim. Já cometeram o ato de tirar Bernal. Tirar hoje o prefeito é assinar em baixo que nós vamos viver de golpe em golpe e isso não tem cabimento”, analisou.

Esacheu afirma que sempre foi contra a saída de Alcides Bernal (PP), visto que o País não vive no Parlamentarismo. “Sempre achei que o Bernal pode ter tido suas dificuldades de relacionamento, deficiências administrativas, mas não vivemos no Parlamentarismo. Está ai a Dilma (presidente Dilma Rousseff-PT). Será que ela é pior ou melhor que o Bernal? E possivelmente vai cumprir mandato como cumpriu precariamente o anterior”, justificou.

Na avaliação de Olarte, para tirar um prefeito a Câmara deveria mudar a regra do jogo. “Se tivéssemos parlamentarismo, voto de desconfiança ou se o cara fosse o primeiro ministro da cidade, tudo bem. Mas uma vez eleito, penso que tem que cumprir mandato”, concluiu.

Lideranças do PMDB como Eduardo Rocha e Carlos Marun pediram o afastamento do partido da gestão de Olarte. Todavia, vereadores já anunciaram que permanecem na base de sustentação. A única que ainda é contra a permanência é a vereadora Carla Stephanini, que pede uma avaliação sobre até que ponto é bom avalizar a gestão atual.

Jornal Midiamax