Política

Pedra admite caráter político em exonerações polêmicas nos Cras

Tema causou discussão durante reunião com vereadores

Jessica Benitez Publicado em 06/11/2015, às 20h42

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Tema causou discussão durante reunião com vereadores

Após reunião regada a discussão, ânimos alterados e saídas repentinas de vereadores irritados, a presidente da Comissão Permanente de Assistência Social da Câmara Municipal, Thais Helena (PT), explicou que há divergência entre aliados ao prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), quanto às demissões e admissões feitas nos Cras (Centros de Referência e Assistência Social).

Isso porque a secretária de Assistência Social, Marcela Rodrigues Carneiro alega que as exonerações foram feitas com por questões técnicas, já o secretário de Governo e Relações Institucionais, Paulo Pedra, admite que se trata de decisão política. Eles foram à Casa de Leis atendendo à convocação da comissão.

“Houve breve discussão porque o secretário Paulo Pedra disse que é uma questão política, que quem não estiver a favor desta gestão e do prefeito não vai ocupar cargo nesta gestão”, contou a petista que então sugeriu terminar a reunião, pois diante da fala não havia o que ser discutido com a titular da SAS. “Mas o presidente Flávio César, em respeito à secretária, pediu que continuássemos”, completou.

Durante a reunião os vereadores Vanderlei Cabeludo e Magali Picarelli, ambos do PMDB, deixaram o local. “É uma reunião de ódio, não vou ficar para ver. Não vai servir para nada, ela diz que não vai parar”, declarou o legislador. Ao Jornal Midiamax Paulo Pedra negou que tenha havido clima tenso e ressaltou que os critérios usados para definir quem seria demitido foram “técnicos e de confiança”.

Ele ressaltou, ainda, que o tema cabe somente ao Executivo e o Legislativo não pode interferir. Marcela, por sua vez, garantiu estar seguindo a legislação e pretender dar prioridade aos concursados. Na fila de espera para convocação estão 531 aprovados. No entanto, segundo Thais Helena, a solução não é tão simples, tendo em vista que não há limite prudencial para que a Prefeitura chame os que passaram no concurso. Sendo assim, as exonerações geram outro problema.

“Agora as vagas das técnicas que passaram a ser coordenadoras vão ficar vazias porque não tem como chamar as concursadas, as equipes vão ficar desfalcadas”, avaliou. Na próxima segunda-feira (9) a secretária entregará à Câmara Municipal levantamento feito na pasta e que pautou as demissões.

Jornal Midiamax