Política

Pedido de processante já tramita há um mês e enfraquece na Câmara

Ainda não há data para a votação do pedido

Midiamax Publicado em 25/06/2015, às 09h54

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Ainda não há data para a votação do pedido

Já se passaram 36 dias desde que os vereadores Alex do PT, Thais Helena (PT) e Luiza Ribeiro (PPS) protocolaram pedido de comissão processante contra o prefeito Gilmar Olarte (PP). Porém, mesmo após tanta discussão, o projeto segue sem data para a votação.

Foram várias as justificativas, desde a dificuldade na escalação de suplentes até as manobras da oposição e até agora nada de votação. Atualmente, aguarda-se parecer da Comissão de Constituição e Justiça sobre o número de votos necessários. A oposição pede 15 e a Procuradoria da Câmara defende 20 votos. Eles têm cinco dias úteis para analisar o pedido, que deve ser aprovado em seguida.

A oposição esperava que o adiamento ajudasse a definir votos de indecisos. Porém, pelo que se vê até o momento, a demora tem efeito contrário. Mesmo entre oposicionistas é difícil encontrar alguém que acredite que a comissão será aberta.

A dificuldade é grande por conta dos diversos interesses partidários. A influência é grande por parte, principalmente, de pré-candidatos a prefeito. Eles temem que o nome indicado para substituir o prefeito em eventual cassação ganhe força e estrague os seus planos em eventual candidatura.

Apesar da dificuldade, o clima ainda é de indefinição, visto que o voto é secreto. Mesmo tendo vantagem, nem a base se arrisca a dizer que já enterrou a processante. Até o momento a oposição só tem como certo os votos de nove vereadores, contando com eles mesmos e com Carla Stephanini (PMDB) e Eduardo Romero (PTdoB).

Segundo o vereador Paulo Pedra (PDT), os integrantes da Comissão de Constituição e Justiça aguardam convocação do presidente, Airton Saraiva (DEM), para avaliar pedido de redução do número de votos para a abertura da processante. Porém, dos cinco integrantes, três já declararam que são favoráveis à abertura com 20 votos, conforme decisão da procuradoria jurídica da Câmara. 

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