Política

Para vereadores, ato humilhou a Casa e ‘colegas’ podem estar envolvidos

Há suspeitas de que vereadores sabiam de protesto

Midiamax Publicado em 09/04/2015, às 17h47

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Há suspeitas de que vereadores sabiam de protesto

A manifestação do poeta Jorge de Barros Oliveira durante sessão solene alusiva ao Dia do Artista Regional na Câmara Municipal de Campo Grande foi bastante debatida entre os edis nesta quinta-feira (9). Ontem o poeta rasgou o diploma e jogou o troféu que recebeu de Thais Helena (PT) ao chão e chamou os vereadores de hipócritas.

Depois de ser homenageado pela vereadora Jorge levantou um cartaz do ‘SOS Cultura’, movimento criado para protestar contra a Prefeitura. Há meses artistas regionais reclamam do atraso de pagamento de cachês e de repasses a projetos culturais.

 “Apoiamos o movimento da cultura, mas tem que ter respeito. Essa Casa lutou para defender o 1% da Cultura e vereadores também estiveram na ocupação da Fundac. Nós vereadores estamos do lado da cultura”, discursou na tribuna Thais Helena. 

Chiquinho Telles (PSD), por sua vez, foi mais duro e, além de repudiar a atitude do poeta, se defendeu “Eu não sou hipócrita, fomos humilhados nesta Casa. Sempre defendemos a cultura, mas agora fomos desrespeitados. Queremos saber quem direcionou esse grupo e descobrir se houve manipulação”, disse.

A ideia de que supostamente vereadores envolvidos no ato também foi levantada por Carlão (PSB). O parlamentar inclusive afirmou que fará reunião com os demais na tentativa de descobrir se algum deles sabia do que ocorreria na sessão.

“Dois ou três (dos manifestantes) eram baderneiros, foi injusto o manifesto. Ele (o poeta) pediu à mesa que fosse o primeiro a receber a homenagem com o argumento de que tinha outro compromisso. Agora temos que ver se alguém aqui sabia disso”, explicou

O peemedebista Vanderlei Cabeludo, que presidiu a sessão do Dia do Artista Regional, também se manifestou. “Aquilo para mim foi um vandalismo. Acho que fomos usados ontem, pediram para entregar primeiro para ele, isto é carta marcada”, observou.

Apesar de os vereadores acreditarem que alguém possa ter orquestrado o protesto, Mario Cesar (PMDB), presidente da Câmara, entende que ‘há muita especulação e não acredita que algum vereador possa ter pactuado com a atitude do poeta’.

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