Política

Opositores históricos do PMDB são cautelosos ao comentarem ação da PF

Parlamentares dizem aguardar investigações

Midiamax Publicado em 14/07/2015, às 15h58

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Parlamentares dizem aguardar investigações

Os deputados estaduais são cautelosos ao comentarem a Operação Lama Asfáltica, que investiga detalhes de contratos com um dos maiores empreiteiros do Estado, João Alberto Amorim, e a administração pública, quando o PMDB estava à frente da gestão.

Os parlamentares do PT, por exemplo, que sempre fizeram oposição ao PMDB no Estado, afirmam que é preciso cautela com o andamento das investigações, mas garantem acompanhar o processo, para depois poder tomar alguma medida.

O líder da bancada petista na Assembleia, o deputado estadual, Pedro Kemp (PT), diz que com a investigação da Polícia Federal, Receita Federal e CGU (Controladoria-Geral da União), os deputados não tem o que fazer, por ora, a não ser acompanhar. “Se for o caso depois fazer algum tipo de encaminhamento ao MPE. Por enquanto é aguardar e acompanhar as investigações”.

“Não vamos antecipar os fatos”, afirma o deputado estadual Cabo Almi (PT). Resta agora, diz, a conclusão dos trabalhos por parte das instituições que deflagraram a operação, e posterior responsabilização dos culpados.

No entanto, segundo o petista, cabe aos parlamentares acompanharem e, se for o caso, o pedido de abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). “A Assembleia vai ser obrigada a se posicionar”.

Operação Lama Asfáltica

A Polícia Federal, Receita Federal e CGU (Controladoria-Geral da União) realizaram a operação na última quinta, quando cumpriram 19 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, visando obter detalhes de contratos com um dos maiores empreiteiros do Estado, João Alberto Krampe Amorim dos Santos.

Policiais ficaram trancados por quase cinco horas com João Amorim na residência dele, na Vila Vendas, mas também foram a uma das empresas dele, a  Proteco Engenharia, residência do ex-deputado Edson Giroto (PR) e na Secretaria de Obras do Estado, que também tinha contratos com Amorin. Quatro servidores foram afastados do Estado.

Jornal Midiamax