Política

Oposição precisa de 11 vereadores indecisos para emplacar processante

Prefeito tem caminho mais fácil

Midiamax Publicado em 12/08/2015, às 11h45

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Prefeito tem caminho mais fácil

A Câmara de Campo Grande julga nesta quinta-feira (13) o pedido de abertura de comissão processante contra o prefeito Gilmar Olarte (PP). Entre os vereadores o clima é de suspense, mas o prefeito tem mais chances de sair vitorioso por ter um caminho mais fácil.

A decisão do plenário de manter quórum qualificado para abertura, de 20 votos, dos 29, deixou o prefeito com caminho mais fácil. Com quórum qualificado, ele precisa de apenas 10 votos para derrubar a processante e não está longe desta meta.

Nas votações da Câmara é possível identificar fidelidade a Olarte em pelo menos oito vereadores: Paulo Siufi (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Magali Picarelli (PMDB), João Rocha (PSDB), Delei Pinheiro (PSD), Coringa (PSD), Dr. Loester (PMDB) e Edil Albuquerque (PMDB). Com estes vereadores, ele precisaria de apenas dois para derrubar a processante.

Com muita polêmica envolvendo a processante, o grupo do prefeito está tomando cuidado para que ela não emplaque e investe principalmente nos vereadores que estão em cima do muro e podem ser decisivos. A lista é extensa e conta com pelo menos 12 parlamentares:

“Vanderlei Cabeludo (PMDB), Chocolate (PP), Gilmar da Cruz (PRB), Francisco Saci (PRTB), Carlão (PSB), Flávio César (PTdoB), Otávio Trad (PTdoB), Edson Shimabukuro (PTB), Carlão (PSB), Betinho (PRB), Chiquinho Telles (PSD) e Herculano Borges (PSC)”.

A oposição tem uma tarefa mais difícil e precisaria de 11, dos 12 indecisos, para emplacar, visto que conta com nove votos: Paulo Pedra (PDT), Cazuza (PP), Carla Sthephanini (PMDB), Eduardo Romero (PTdoB), Ayrton do PT, José Chadid (sem partido), Aldo Donizete (PPS), Élbio dos Santos (PT) e Roberto Durães (PT).

Entre os motivos alegados para processante estão: denúncia de corrupção passiva, estelionato e lavagem de dinheiro, feita pelo MPE; não cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, por falta de prestação de contas; uso de jato de empresário com contrato com a Prefeitura e por não ter apresentado balanço financeiro à Câmara.

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