Política

Oposição de Olarte quer mapeamento da ‘crise financeira’ que a Prefeitura passa

Responsável pelos cortes na Administração fala que avaliação deve analisar pela receita do Tesouro

Midiamax Publicado em 15/04/2015, às 20h38

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Responsável pelos cortes na Administração fala que avaliação deve analisar pela receita do Tesouro

Na Câmara Municipal, na tarde da quarta-feira (15) houve o envio da proposta de orçamento da Prefeitura para 2016, a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), fato que motivou a visita à Casa de Leis dos titulares da Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Controle de Campo Grande (Seplanfic) e da Secretaria Municipal de Administração (Semad). 

Entretanto a discussão política a respeito da receita e dos gastos não está restrita ao ano que vem, já que a Administração de Gilmar Olarte precisa em oito meses de apresentar uma economia de R$ 190 milhões em 2015. Ajustes apontados por André Scaff, da Seplanfic, e que estão sendo executados por Wilson do Prado, da Semad. 

“Eles falam de crise, crise e crise porém não detalham com números essa dificuldade financeira que a Prefeitura estaria passando. Baseados neste discurso ainda não falaram de aumento aos servidores, deixaram a pasta da Cultura com débitos junto aos artistas e recentemente anunciaram cortes de plantões. Pelo que vi no Portal da Transparência a arrecadação segue bem, e esse prefeito só pode estar guardando dinheiro. Ele está?”, questionou a vereadora Luiza Ribeiro (PPS), um pouco antes de chegar à reunião de portas fechadas na Câmara Municipal, com o presidente da Casa Leis, outros vereadores, Scaff e Do Prado. 

Luiza afirma que pelas informações oficiais, divulgadas pela Transparência da Administração Municipal, a arrecadação teria ascendido entre 2012 e 2014, em 8%. No ano passado a receita com impostos da Prefeitura foi de R$ 2.496.460.000. A vereadora diz ter feito inclusive um estudo comparativo entre os primeiros trimestres do ano passado e de 2015, onde não identificou uma crise de receita. 

Para Wilson do Prado, titular da Semad, a parlamentar precisaria olhar com outro ângulo de análise a progressão da arrecadação, das receitas e do orçamento da Prefeitura Municipal. Segundo ele, o Executivo passou sim por uma queda na perspectiva de receita corrente líquida nos últimos anos e a percepção sobre esse problema deve ser feita a partir de números do Tesouro.

“Dados gerais não identificam essa necessidade de ajuste. É preciso trabalhar a percepção sobre a saúde financeira da Prefeitura pela receita corrente líquida, que é a fonte do Tesouro. Por isso os ajustes, que incluem também exonerações, ocorrerá até o final do ano’, afirmou Do Prado, que ainda se mantém enigmático à Imprensa de como fará a Máquina da Administração Municipal cortar R$ 190 milhões de gastos entre março e dezembro de 2015.

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