Política

Mudanças de secretários não ameniza crise com vereadores

Olarte ainda não fez nenhuma indicação que contemple insatisfeitos

Midiamax Publicado em 12/01/2015, às 13h20

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Olarte ainda não fez nenhuma indicação que contemple insatisfeitos

O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), anunciou que pode mudar de três a seis secretários nos próximos dias. Porém, até o momento, as mudanças anunciadas não parecem suficientes para contornar a crise do Executivo com os vereadore principalmente os insatisfeitos por terem pouco espaço na gestão municipal.

Olarte anunciou mudanças na Agência de Regulação, mas para substituir Rudel Trindade, que agora faz parte da equipe de Reinaldo Azambuja (PSDB). Ele também trocou o comando da Agência Municipal de Habitação, esta com o aval do PSD. Com isso, não fez nenhuma mudança para agregar partidos insatisfeitos.

Até o momento, PMDB e PTdoB, principais insatisfeitos, não foram atendidos pelo prefeito. Eles reivindicam espaço maior na gestão para continuar dando apoio ao prefeito, que a cada dia mais vê a base se tornando independente na Câmara.

As mudanças de Olarte até o ano passado atingiam apenas indicados da cota pessoal dele, como o secretário Waltemir de Brito e Kátia Castilho. Ele fez mudança política apenas na Agetran, onde conseguiu desagradar o PTB e alguns vereadores, ao tirar Jean Saliba para indicar Beth Félix, também da cota pessoal dele.

Apesar das trocas apenas em secretários mais ligados a ele, ou de partidos que não demonstram insatisfação, Olarte não parece tão disposto a afagar o PTdoB, por exemplo. “O PTdoB está em perfeita harmonia com o prefeito e manteremos esta harmonia”, limitou-se a dizer ao ser questionado sobre a falta de espaço para o partido.

O PTdoB tem três vereadores, mas ocupa menos espaço que o DEM, por exemplo, que tem a Agereg, ou o próprio PSDB, que tinha dois vereadores e a Fundação Municipal de Esporte e a Secretaria de Educação. O partido, inclusive, não descarta declarar independência neste ano.

O caso do PMDB é ainda pior. Em 2014 o partido passa a contar com sete vereadores, mas poucas secretarias disponíveis. As indicações limitam-se à cota pessoal de alguns vereadores. Paulo Siufi indicou a comandante do IMPCG, Lilian Maksoud, e Edil Albuquerque tem Natal Baglioni.

 A situação é complicada porque os vereadores estão insatisfeitos com a gestão de Gilmar Olarte e não estão dispostos a ficar defendendo a gestão, quando sequer participam. O líder do PMDB na Câmara, Vanderlei Cabeludo, por exemplo, entende que Olarte precisa de uma mudança rápida se não quiser ter problemas na base de sustentação.

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