Política

Lutador de jiu-jitsu que matou hóspede de hotel já foi campeão mundial

Suspeito perdeu luta e já estava alterado em viagem, segundo amigos 

Wendy Tonhati Publicado em 19/04/2015, às 11h43

None
001-interna.jpg

Suspeito perdeu luta e já estava alterado em viagem, segundo amigos 

O lutador de jiu-jitsu Rafael Martinelli Queiroz, de 27 anos, que matou Paulo Cezar de Oliveira, de 49 anos, no hotel Vale Verde, em Campo Grande, já havia sido campeão mundial da categoria dele, em 2008. De acordo com o delegado Tiago Macedo, plantonista da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), o lutador veio para Capital participar de uma competição, mas teria se atrasado e perdeu o evento.

Rafael estava hospedado no hotel, junto com a namorada, de 24 anos. Durante a noite do sábado (18), ele agrediu a jovem, pois ela estava grávida de 2 meses e eles haviam retomado o relacionamento há 3 meses. Ele desconfiava que ele estivesse grávida de outro homem.

Conforme Macedo, o crime aconteceu após ele perder a luta. Amigos relataram que ele já estava alterado durante a viagem. Após a prisão, foi necessário acionar o BPChoque (Batalhão de Choque da Polícia Militar) para conter o lutador. Ele teve que ser encaminhado para o Garras (Delegacia Especializada em Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros), para não ter contato com os outros presos, que estão nas celas da Depac.

Conforme o delegado, foi pedida a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva.  “Ele uso uma força absurda para matar a vítima gratuitamente. Não tem como ele viver em sociedade”.

O lutador tem cerca de 2 metros de altura e 140 quilos. Já a vítima, Paulo Cezar de Oliveira, de 49 anos, cerca de 1,70 m e 70 quilos. Ele estava trabalhando em uma empresa da Capital há apenas 10 dias e faria aniversário neste domingo (19). 

Rafael vai responder pelos crimes de homicídio doloso e dano qualificado, por motivo egoístico ou com prejuízo considerável para a vitima, homicídio qualificado pela traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima, homicídio qualificado por motivo fútil, lesão corporal dolosa (violência domestica) e resistência.

Jornal Midiamax